Trump anuncia que vai classificar movimento ANTIFA como organização terrorista

Presidente acusa media de fomentar o “ódio e a anarquia”. Há cinco mil elementos da Guarda Nacional activados em 15 estados devido aos protestos pela morte de George Floyd.

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Donald Trump Reuters/JONATHAN ERNST

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que vai classificar o movimento ANTIFA (antifascista) como organização terrorista, e culpou os meios de comunicação social por “fomentarem o ódio e a anarquia” na onda dos protestos contra a violência policial após a morte de George Floyd.

“Os Estados Unidos da América irão designar a ANTIFA como uma organização terrorista”, escreveu Donald Trump na rede social Twitter, numa referência ao movimento que já veio classificar como de “extrema-esquerda radical” e ao qual atribuiu responsabilidades pelos confrontos após a morte do afro-americano George Floyd, num caso de racismo e de violência policial.

O ANTIFA, que junta várias organizações, usa todas as tácticas disponíveis, inclusive de guerrilha, para combater o que fascismo.

Também através do Twitter, o Presidente dos Estados Unidos criticou os “meios de comunicação social tendenciosos”, acusando-os de estarem a “fazer tudo o que podem para fomentar o ódio e a anarquia”.

“Desde que todos compreendam o que eles estão a fazer, que são notícias falsas [propagadas por] pessoas más com uma agenda doente, podemos facilmente lidar com eles”, acrescentou Donald Trump.

Numa série de mensagens publicadas no Twitter, Trump fez ainda referência à Guarda Nacional norte-americana, uma força de reserva destacada no Estado do Minnesota para ajudar a polícia local a conter os protestos, naquele que é o epicentro das manifestações contra a violência policial por ter sido ali que George Floyd foi morto.

“Parabéns à nossa Guarda Nacional pelo excelente trabalho que fizeram imediatamente após a sua chegada a Minneapolis, Minnesota, ontem [sábado] à noite”, escreveu Donald Trump,

Adiantou que, devido à acção da Guarda Nacional, “os ANTIFA, que lideram os anarquistas entre outros, foram rapidamente bloqueados”.

E disse ainda que “outras cidades e estados liderados pelos democratas deveriam olhar para o bloqueio total dos anarquistas de esquerda radicais em Minneapolis”, sugerindo o recurso à Guarda Nacional noutros locais “antes que seja tarde demais”.

Além de ter sido chamada para o estado do Minnesota, num total de 2500 elementos, a Guarda Nacional foi activada na Geórgia, Kentucky, Wisconsin, Colorado, Ohio e Utah. No total, foram activados 5000 homens em 15 estados.

Na origem dos protestos está a morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, às mãos da polícia na passada segunda-feira, depois de ter sido detido sob suspeita de ter tentado usar uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) num supermercado de Minneapolis, no estado de Minnesota.

Nos vídeos difundidos online, um dos quatro agentes que participaram na detenção mantém um joelho sobre o pescoço de Floyd durante mais de oito minutos.

Os quatro foram já demitidos e um deles foi acusado de homicídio involuntário.

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