Portugal tem mais oito praias com bandeira azul

O Algarve continua a ser a região com maior número de bandeiras azuis, seguida do Norte e de Lisboa. Cascais e Sintra, concelhos muito procurados no Verão, continuam a não querer participar nesta categorização nacional.

Praia de Carcavelos, em Lisboa
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Praia de Carcavelos, em Lisboa LUSA/MIGUEL A. LOPES

São 360 as praias que poderão içar a bandeira azul na época balnear 2020, que começa a 1 de Junho. Este lote - que pode consultar aqui - tem onze novas praias, três reentradas e uma saída de seis praias anteriormente categorizadas.

Destaque, sobretudo, para a estreia de algumas praias em zona urbana: são os casos de Caxias e Paço d’Arcos, em Lisboa, e Castelo do Queijo, no Porto.

O Algarve continua a ser a região com maior número de bandeiras azuis, seguida do Norte e do Tejo, esclareceu a Associação Bandeira Azul (ABAE), nesta quarta-feira, em conferência de imprensa no Aquário Vasco da Gama, em Oeiras.

No caso da região Tejo, nota para os concelhos de Cascais e Sintra, sempre muito procurados no Verão, mas que continuam a não querer candidatar-se a este prémio da ABAE.

Entradas e reentradas: Castelo do Queijo (Norte), Árvore (Norte), Pedrógão Sul (Centro), Mamôa (Centro), Costa de Lavos (Centro), Caxias (Tejo), Paço d’Arcos (Tejo), Foz do Sizandro (Tejo), Amieira (Alentejo), Marina de Portimão (Algarve), Sargentos (Açores), Prainha (Açores), Barro Vermelho (Açores) Banda D’Além (Madeira).

Não haverá zona de isolamento

Questionada sobre se haverá, nas praias, uma zona específica para isolamento de pessoas, por conta da pandemia de covid-19, a ABAE explicou que, para já, não vê necessidade.

“Vamos ter postos de primeiros socorros que terão de ter material de protecção para qualquer pessoa. Mas o isolamento em 99% dos casos não é possível nem nos parece o mais adequado. As orientações [da DGS] são no sentido de estar assegurado o material e não necessariamente uma cabine de isolamento.”

Sobre a protecção das pessoas relativamente ao vírus, a associação apelou a que os cidadãos que vão à praia tenham comportamentos responsáveis, com vista a colaborarem no cumprimento das medidas sanitárias.

“Fora das zonas concessionadas vai depender, sobretudo, do cuidado de cada um. Vamos ter zonas extensas de areal fora da concessão e cada pessoa vai ser chamada a ter preocupações ao frequentar a praia, nomeadamente no respeito pelos outros e na observância das regras determinadas”, esclareceu. E responsabilizou, também, os responsáveis locais.

“A entidade responsável pela praia deverá assegurar a implementação das regras extraordinárias para cada praia. Se a bandeira azul estiver hasteada, é porque estarão reunidas, no terreno, as condições para o uso da praia.”

A ABAE lembrou ainda que “ter bandeira azul é um símbolo de confiança e leva as pessoas a terem um comportamento diferente quando visitam essa praia”. “Neste ano, isso será particularmente importante”, concluiu.

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