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Os quatro pilares da COVID-19

A resposta à COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, assenta em quatro pilares principais: Identificação dos contactos com os casos de COVID-19; proibição de viajar e de deslocações desnecessárias; distanciamento social; e testes de diagnóstico.

A disponibilização em massa dos testes de diagnóstico foi uma das medidas mais importantes e a chave para a redução da transmissão na Correia do Sul. Tanto a Correia do Sul como o Japão testaram toda a população com risco elevado para COVID-19. A disseminação, por assintomáticos, com infecção por SARS-CoV-2, pode estar a alimentar o crescimento silencioso da epidemia, como acontece na Itália, na Espanha e nos Estados Unidos da América, com o uso restrito de testes.

A dimensão destes portadores assintomáticos pode ter como exemplo aquela encontrada no navio cruzeiro Diamond Princess, em Yokohama, no Japão em que foram identificados 634 infectados por SARS-CoV-2, dos quais cerca de metade (328) estavam assintomáticos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lembrou às autoridades sanitárias de todo o mundo, que para o controlo da COVID-19 é necessário “testar, testar, testar”. Esta medida, em forma de recomendação da OMS, deveria, ser alvo de articulada estratégia de comunicação às populações alvo, de profissionais a grupos vulneráveis, também no nosso país. Para que o distanciamento social tenha sucesso pleno, deve ser acompanhado por um critério mais alargado do rastreio (por testagem), por forma a que todos os casos sejam diagnosticados rapidamente, para que sejam isolados, em tratamento domiciliário ou hospitalar, se necessário.

Por agora, os critérios para testar, entre nós, têm sido limitados às pessoas com sintomas e não vai além disso. Os testes devem ser, também, disponibilizados aos contactos próximos dos infectados, aos sem sintomas que pertençam a grupos de risco, aos que estejam em locais de risco elevado (com, pelo menos, dois casos confirmados de COVID-19), como por exemplo lares de idosos, prisões, internatos, aquartelamentos e profissionais de saúde que desejem ser testados.

Testes moleculares e serológicos mais simples, de execução e de resultados mais rápidos vão estando disponibilizados, o que pode facilitar a sua utilização em pessoas assintomáticas, para se poder controlar este coronavírus. Sublinhamos que estes testes de diagnóstico rápido devem ser utilizados após validação pelas autoridades sanitárias e com recurso a técnicos treinados, por forma a garantir a melhor qualidade de testagem. A mobilização destas populações-alvo é determinante. Todos os meios devem por isso ser articulados e mobilizados. Testar, testar, testar. Para isso é necessário comunicar e informar, com urgência a população

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