Dançar com Steve Paxton no corpo todo, mas sobretudo na cabeça

Há 12 anos que Jurij Konjar trabalha a partir de Goldberg Variations, solo de Steve Paxton. O norte-americano influenciou profundamente o que este bailarino e coreógrafo esloveno faz, mas também o que é. Vê-lo dançar é um privilégio.

Tanzquartier Wien
Fotogaleria
Goldberg Variations (2010). Há já 12 anos que Jurij Konjar trabalha intensamente o solo Goldberg Variations, de Steve Paxton, o coreógrafo que mudou a forma como este bailarino esloveno vê a dança e a vida Hans Schubert
Show
Fotogaleria
Goldberg Variations (2010) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Goldberg Variations (2010) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Flat (1964) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Flat (1964) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Flat (1964) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Flat (1964) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Satisfyin Lover (1967) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Satisfyin Lover (1967) Cortesia: Azkuna Zentroa
Fotogaleria
Satisfyin Lover (1967) Cortesia: Azkuna Zentroa

Jurij Konjar andava à procura de algo que lhe parecesse verdadeiro. Tinha sofrido uma lesão e isso levara-o a reequacionar tudo. Estava cansado do sistema de produção mas não estava preparado para deixar de dançar. Steve Paxton e o seu solo Goldberg Variations (1986) — uma hora de improvisação a partir de um conjunto de variações para cravo de Bach interpretado por Glenn Gould ao piano em dois registos históricos de 1955 e 1982 — chegaram na altura certa. O bailarino e coreógrafo esloveno estava num estúdio em Istambul prestes a dançar mais um excerto de peça deste nome fundamental da dança contemporânea que passou os últimos 60 anos a explorar o corpo, a testar e a reflectir sobre as suas possibilidades no palco e na escrita, quando percebeu que não precisava de procurar mais.