No ciclo Mundos do Teatro da Trindade cabem os Triaboliques, Oumou Sangaré e Tony Allen

Ao concerto dos Triaboliques, marcado para a terça-feira de Carnaval, seguir-se-ão, até Novembro, actuações de Ava Rocha, Taraf De Caliu, Tony Allen, Oumou Sangaré, Huun-Huur-Tu, Christophe Chassol e Maltres Tambours du Burundi

Foto
A maliana Oumou Sangaré, uma das cantoras mais relevantes do continente africano, actua dia 24 de Junho DR

O grupo britânico Triaboliques abre no próximo dia 25, terça-feira de Carnaval, o ciclo Mundos do Teatro da Trindade, em Lisboa, que se prolonga até Novembro, anunciou esta quinta-feira a Fundação Inatel. O ciclo é composto por oito concertos de músicas do mundo e, aos Triaboliques – os guitarristas Justin Adams, Ben Mandelson e Lu Edmonds, “três veteranos do rock e de outras músicas” juntos desde a década de 1980, como escreve a fundação –, segue-se, a 24 de Março, no palco do Trindade, a cantora brasileira Ava Rocha, naquela que é a sua estreia na capital portuguesa.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

O grupo britânico Triaboliques abre no próximo dia 25, terça-feira de Carnaval, o ciclo Mundos do Teatro da Trindade, em Lisboa, que se prolonga até Novembro, anunciou esta quinta-feira a Fundação Inatel. O ciclo é composto por oito concertos de músicas do mundo e, aos Triaboliques – os guitarristas Justin Adams, Ben Mandelson e Lu Edmonds, “três veteranos do rock e de outras músicas” juntos desde a década de 1980, como escreve a fundação –, segue-se, a 24 de Março, no palco do Trindade, a cantora brasileira Ava Rocha, naquela que é a sua estreia na capital portuguesa.

“De sonoridade próxima ao tropicalismo, Ava Rocha mistura a música popular brasileira (MPB) e ‘grooves afro’, amazónicos, poesia, distorções, suavidade e improvisos, com performance intensa marcada pela sua voz rara”, prossegue a fundação. Ava Rocha recebeu em 2015 o Prémio de Artista Revelação do canal televisivo brasileiro Multishow e publicou já três álbuns, o mais recente, de 2018, Trança.

Em Abril, no dia 28, actuam os romenos Taraf De Caliu, “a última geração de músicos de lautari, termo que remete para um clã de músicos ciganos. O grupo, liderado pelo violinista Caliu, iniciou em 1991 uma digressão internacional tendo actuado, entre outras cidades, em Tóquio, Paris, Singapura, Nova Iorque, Istambul, Londres e Los Angeles. Em Maio, no dia 26, o músico nigeriano Tony Allen apresenta o seu mais recente álbum, Hugh Masekela. Allen foi o baterista e director musical da banda Africa 70, de Fela Kuti, de 1968 a 1979, e emigrou para a Europa em 1984, residindo actualmente em Paris, onde trabalha com Manu Dibango e Ray Lema. Em 2002 editou Home Cooking, ao qual sucedeu, em 2006, No Shaking e, este ano, um álbum em memória do músico sul-africano Hugh Masekela, que apresenta em Lisboa.

A maliana Oumou Sangaré actua no dia 24 de Junho. Sangaré é apresentada como “uma das figuras mais importantes da música africana”, cujas canções denunciam a subjugação feminina, a vida na pobreza e a falta de liberdade individual das mulheres. Os Huun-Huur-Tu, da república russa de Tuva, actuam no dia 29 de Setembro. O grupo, originário das montanhas de Altai, colaborou, entre outros, com os músicos Frank Zappa e Ry Cooder. Ao palco lisboeta vão trazer “cantos guturais das estepes com diversas matizes estilizadas que reproduzem os sons das aves e os ruídos das águas” e “canções que falam do amor, das planícies orientais, mas também dos cavalos e dos rios”, segundo a mesma fonte. Um dos membros do grupo, Alexei Saryglar, colabora regularmente com o Kronos Quartet. Os restantes são Kaigal-ool Khovalyg, Sayan Bapa e Radik Tolouche.

O pianista, compositor e arranjador Christophe Chassol sobe ao palco do Trindade no dia 27 de Outubro, apresentando o seu mais recente álbum, Ludi, a sair em Março. Chassol, natural da Martinica, colaborou com nomes como os Phoenix e Sebastien Tellier. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens em novos objectos audiovisuais. O ciclo encerra no dia 24 de Novembro com a actuação dos Maîtres Tambours du Burundi. Inicialmente pastores, “são os fiéis depositários de uma tradição musical recuperada de um passado ancestral”, e conhecidos pelas suas acrobacias em palco.

No ano passado, o ciclo Mundos contou com 3565 espectadores.