Arquitectura

No Algarve, há duas casas que são luz e mar — ou um reflexo da luz do mar

© Fernando Guerra FG+SG
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São duas casas com “personalidade própria”, mas com características comuns: desde logo, a luz e o mar. Ou “a luz do mar”. Foram, por isso, baptizadas de LuxMare. E a “luz que reflecte o mar” é “um elemento importantíssimo e determinante no desenho destas casas e da própria atmosfera que ali se vive”, refere o arquitecto Mário Martins, numa conversa telefónica com o P3.

Inseridas em plena paisagem algarvia, em Lagos, as casas fazem parte de um cenário verde, que se esgota no azul do céu ou no azul do mar. E podiam ter sido “dois países ou dois continentes diferentes” que antes coexistiam, mas que acabaram por se separar, “deixando vestígios”. Ou, por outras palavras, “que se deslocaram entre si, para criar uma identidade própria”, sendo que “uma se curvou mais do que a outra”. É que a Casa Mare — a que está junto ao mar — nasceu numa cota mais baixa para que a Casa Lux pudesse beneficiar da localização onde ambas estão: “É mais horizontal, mais discreta, para deixar a outra respirar.”

Com entrada a partir do jardim, a Casa Mare desenha-se com linhas rectas; a Casa Lux, por sua vez, com linhas mais curvas, espreita por cima da primeira, como mostram estas imagens captadas por Fernando Guerra. E os recortes da Casa Mare fazem lembrar a Casa Elíptica, também rodeada de mar, desenhada pelo arquitecto em 2016.  

O desenho das duas é a “articulação entre uma raiz cultural local e a evocação da arquitectura nórdica”, de onde o proprietário das casas é oriundo. “A presença do reboco branco, toda a brancura, a pureza das formas, das sombras e dos pátios”, como uma clara alusão à região do Algarve; e “a forma, o recorte da laje da Casa Mare e a madeira utilizada no seu interior, as linhas rectas com os cantos arredondados da Casa Lux, o vazio ondulado”, como homenagem ao arquitecto Alvar Aalto e ao design nórdico. E esta simbiose faz das casas “a origem e o destino”, simultaneamente.

© Fernando Guerra FG+SG
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