Mulher assassinada hoje tinha 44 anos e dois filhos. É a 30.ª vítima de violência doméstica

O crime ocorreu pouco depois das 8h da manhã, na aldeia de Samorinha, no distrito de Bragança. Além da mulher, que foi esfaqueada, um homem ficou gravemente ferido. O marido da vítima foi detido pela GNR.

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A edição do PÚBLICO deste sábado não terá fotografias. Só ilustrações. Assinalamos deste modo a abertura, a 12 de Outubro, da 2.ª Bienal de Ilustração de Guimarães Joana Geraldes

Uma mulher foi assassinada, nesta sexta-feira de manhã, em Samorinha, no concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança. Um homem, que se encontrava com a vítima, foi esfaqueado e ficou gravemente ferido. Foi transportado de ambulância para o Hospital de Vila Real. 

A vítima, Maria Albertina Veiga Lopes, tinha 44 anos e é mãe de dois filhos ainda a viver na casa dos pais em Carrazeda de Ansiães. O filho mais novo tem 12 anos. A filha mais velha trabalhava com a mãe num restaurante da família na mesma localidade. 

“Tratou-se de um crime passional e estão a ser desenvolvidas todas as diligências para apurar as circunstâncias”, confirma fonte oficial da PJ da directoria do Porto. O principal suspeito é o marido da vítima que entretanto foi detido pela pela Guarda Nacional Republicana, disse ainda o capitão Carlos Canatário desta polícia. O homem está sob custódia da PJ que ficou responsável pelo caso.

Não existem ainda números oficiais quanto às mortes em contexto de violência doméstica de 2019. Segundo um levantamento feito pelo PÚBLICO com base nas notícias publicadas desde o início do ano, são já 30 as pessoas assassinadas desde Janeiro de 2019: 24 mulheres e seis homens.

A dois meses e meio do fim do ano, o número está próximo do atingido durante todo o ano de 2018, quando foram registados 32 homicídios em contexto de violência doméstica de um total de 87 homicídios, segundo dados do Observatório de Imprensa de Crimes de Homicídio em Portugal, ligado à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). 

Contactados, a direcção nacional da PSP e o comando-geral da GNR disseram não estar autorizados a informar se a vítima alguma vez tinha apresentado queixa por violência doméstica.

O crime terá ocorrido pouco depois das 8 horas, à entrada da aldeia de Samorinha. Para o local foram enviados 16 meios humanos, apoiados por seis viaturas e foi accionado um helicóptero do INEM, mas não chegou a ser utilizado, confirma o Comando Distrital das Operações de Socorro de Bragança.