Santana Lopes admite abandonar presidência da Aliança

O líder fundador da Aliança, Pedro Santana Lopes, mostrou-se este domingo disponível para abandonar a liderança do partido.

O presidente do Aliança, Pedro Santana Lopes, exerce o seu direito de voto nas eleições legislativas 2019
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O presidente do Aliança, Pedro Santana Lopes, exerce o seu direito de voto nas eleições legislativas 2019 TIAGO PETINGA/LUSA

“A atitude que eu considero correcta, digna e decente é sábado, no Senado do meu partido, dizer ‘eu estou ao vosso dispor’. Mas quando digo ‘ao dispor’ é também para sair, não é ao dispor para continuar”, anunciou Santana Lopes, a partir da sede da Aliança, em Lisboa.

“Se entenderem que eu devo continuar, eu acho que tenho essa responsabilidade para com o partido”, acrescentou Santana Lopes, dando como exemplo de perseverança o espanhol Ciudadanos. “Só à quarta eleição é que [o Ciudadanos] conseguiu passar dos 2%. Eu não estou a dizer que somos iguais ao Ciudadanos, mas um partido político é normalmente uma maratona, é uma corrida de fundo”, notou.

Salientando que “a Aliança continua” e que este “não é um projecto de um homem só”, o líder fundador da Aliança sublinhou que este é um projecto colectivo que pretende “apelar cada vez mais à juventude”.

“Agora vamo-nos virar para as eleições autárquicas, eleições para as quais — não falo de mim, mas como partido — temos uma especial motivação”, continuou, sublinhando que “a vida continua”, assim como “as dificuldades dos portugueses”.

Segundo as projecções, a Aliança deverá conseguir apenas 0,77% dos votos, não elegendo nenhum deputado.