Há esquadras fechadas mas não é por causa da greve, diz a PSP

Direcção Nacional da PSP reconhece que há esquadras fechadas, mas alega que tal não está relacionado com o facto de os agentes terem sido destacados para acompanhar a greve dos motoristas.

Sindicato denunciou que havia esquadras fechadas porque agentes estavam a ser requisitados para fazer trabalho de motoristas
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Sindicato denunciou que havia esquadras fechadas porque agentes estavam a ser requisitados para fazer trabalho de motoristas LUSA/ESTELA SILVA

A PSP diz que há casos pontuais de encerramento temporário de esquadras, mas que tal não tem a ver com o facto de os agentes estarem destacados por causa da crise energética.

A reacção da Direcção Nacional da PSP chegou via comunicado depois de a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) ter alertado, esta quinta-feira, para o encerramento de várias esquadras da PSP por falta de agentes, que estão a ser requisitados para fazer o trabalho dos motoristas em greve.

“Relativamente a notícias vindas a público que dão conta que existem esquadras que estão a ser fechadas devido ao empenho de polícias na condução e escolta de camiões-cisterna no contexto da greve dos motoristas de matérias perigosas, a Polícia de Segurança Pública esclarece que é totalmente falso que tenham sido, ou estejam a ser, encerradas subunidades policiais pelos motivos descritos”, lê-se no comunicado.

No entanto, a PSP informa ainda que “existem casos pontuais de encerramento temporário de esquadras, em períodos devidamente definidos, numa óptica de gestão operacional e optimização de meios, sempre tendo em consideração a segurança pública das populações, que não estão, de todo, relacionados com a missão da PSP na situação de crise energética em curso”.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues, disse à TSF que “algumas esquadras, em alguns períodos do dia, encerram por falta de efectivos”.

O sindicalista deu como exemplo os postos de Ermesinde ou Alhandra que foram encerrados por falta de agentes.

“Estes estão a ser desviados para conduzir camiões-cisterna, substituindo os motoristas de matérias perigosas que se encontram em greve, mas também para escoltar os motoristas que estão a cumprir serviços mínimos e para garantir segurança junto dos piquetes de greve”, afirmou.

Facto este que é desmentido pela própria Direcção Nacional da PSP. Fonte desta policia disse ao PÚBLICO que a situação verificada nos postos de Ermesinde e Alhandra já existiam antes. “Efectivamente há um período em que estão fechadas, mas a zona é patrulhada com outros meios”, disse a mesma fonte.