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Megafone

Quem anda aí?

Investigadores, assim como todos aqueles que observaram fenómenos aéreos que não souberam identificar ou explicar, foram sempre rotulados de “lunáticos”.

Ou, no mínimo, o que é que anda aí?

Esta é uma pergunta que está para ser respondida, desde o final dos anos 40, mais concretamente 1947, quando, a 24 de Junho, Kenneth Arnold, um piloto de aviação civil, observa nove objectos que, segundo ele, pareciam discos/pratos voadores, a voar a grande velocidade.

Desde então, vários foram os testemunhos, por parte de pilotos aviadores, de outras observações de objectos voadores com características e comportamento insólitos, tendo muitos deles sido alvo dos diferentes estudos e projectos que tentaram analisar e explicar o fenómeno: Sign (1948-49), Grudge (1949-52), Blue Book (1952-1969).

Apesar de todas as evidências apontarem para uma possível origem fora da Terra, as entidades oficiais/militares (principalmente norte-americanas) esforçaram-se por minimizar e descredibilizar as observações, explicando-as como sendo maioritariamente resultado de ilusões de óptica, alucinações e fenómenos atmosféricos.

Investigadores, assim como todos aqueles que observaram fenómenos aéreos que não souberam identificar ou explicar, foram sempre rotulados de “lunáticos”, mas a sensação que se tinha era que as entidades oficiais se comportavam como num acidente de viação: “Sigam em frente, não há aqui nada para ver”.

Até que, a 16 de Dezembro de 2017, o New York Times publicou uma notícia a dar conta do que já se desconfiava há décadas: o fenómeno OVNI foi e continua a ser do interesse das autoridades militares. A notícia foi replicada no Washington Post, na CNN, no Politico, entre outros.

Um dos últimos projectos de estudo (porque haverá mais), activo entre 2007 e 2012, denominava-se “Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aero-Espaciais” e contou com um financiamento de 22 milhões de dólares, atribuído pelo Congresso norte-americano. Desde esse dia, várias outras notícias foram surgindo, dando conta de mais detalhes sobre o projecto, de algumas das pessoas-chave envolvidas e, até, sobre os novos procedimentos que a Marinha norte-americana definiu para os seus pilotos poderem reportar novos avistamentos.

Uma coisa sobressai: a descrição que os pilotos fazem destes objectos e a emoção presente nas comunicações via rádio é exactamente igual à de há 70 anos. Nesse aspecto, nada mudou. Os pilotos descrevem objectos brilhantes, maioritariamente esféricos, que por vezes mudam de cor e/ou forma, não têm asas nem aparentam ter sistema de propulsão e executam manobras que os actuais aviões topo de gama não conseguem reproduzir. Há quem defenda que, no caso dos recentes avistamentos que envolveram caças da marinha norte-americana, os objectos não seriam mais do que drones.

Ora, pegando nas últimas descrições desses pilotos da marinha (que são públicas), seria interessante perceber qual é a empresa que produz drones capazes de estar no ar durante 12 horas seguidas e, durante esse tempo, executar manobras contra o vento, deixando para trás aviões F-18 Super Hornet acabados de estrear. E o que dizer das mesmas observações durante os anos 40 e 50 do século passado? Será que estes drones, além de conseguirem suplantar os Super Hornet, também são capazes de viajar no tempo?

Um outro aspecto curioso, que passou despercebido à grande maioria das pessoas, é o facto de o artigo do New York Times referir que o Pentágono recolheu amostras destes objectos, as quais estariam a ser alvo de diversas análises. E, pelo que se sabe, essas amostras, de chamados “meta-materiais”, têm variações nas proporções de isótopos que, até ao momento, não conseguiram ser reproduzidas ou explicadas.

Entretanto, o interesse por parte dos membros dos comités de Segurança e Inteligência do Congresso dos EUA tem vindo a aumentar e as audiências, à porta fechada, vão ocorrendo.

Ao fim de 70 anos, reconheceu-se que o fenómeno é real, mas agora colocam-se as seguintes questões: afinal, quanto se sabe sobre o fenómeno? Terá uma ou diferentes origens? Tendo demonstrado inteligência, qual a sua intenção?