nuno ferreira santos

A energia indomesticável de Lisboa na pintura de Francisco Vidal

Quem tem seguido o trabalho do artista plástico Francisco Vidal percebe-lhe uma urgência transbordante que agora se revela na exposição Fronteiras Invisíveis, integrada nos programas paralelos da feira ARCOlisboa. Ele diz que corre atrás de uma estética africana que fala português. Inaugura esta quinta-feira.

Conversa de jornalistas. Ele, inglês, de passagem para fazer mais um dos muitos artigos sobre música afro-portuguesa criada em Lisboa que têm saído nos últimos anos na imprensa internacional, pergunta-me às tantas quais os nomes que interessa conhecer. Lá lhe enuncio alguns: Batida, a editora Príncipe e Marfox, Firmeza, Nídia ou Nigga Fox, Branko e a Enchufada, Fogo Fogo, enfim, por aí. E às tantas aquilo saiu-me de forma espontânea. “Mas se queres mesmo saber o que é essa eventual afro-Lisboa de que andas à procura tens de ver os quadros de Francisco Vidal.”