Tâmega: três novas barragens deverão estar prontas até 2023

Obras do Sistema Electroprodutor do Tâmega começaram em 2014 e envolvem investimento de 1500 milhões de euros. Exploração comercial deverá arrancar em 2021, segundo a Iberdrola.

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Com uma potência de 1158 megawatts, as novas barragens do Tâmega deverão representar 6% da potência instalada em Portugal, segundo Iberdrola. Paulo Pimenta

As três barragens e centrais hidroeléctricas que a Iberdrola está a construir no rio Tâmega (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega) foram anunciadas como constituindo o maior empreendimento do género em toda a Europa, e o maior de sempre na Península Ibérica: abrange os municípios de Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto, num investimento superior a 1500 milhões de euros e terá “uma potência instalada de 1158 megawatts que representará, quando construído, 6% da potência instalada em Portugal”, segundo a empresa espanhola. Anualmente, as três centrais deverão produzir o equivalente ao consumo de electricidade de 440 mil famílias. 

O ano de 2023 é apontado como sendo o da conclusão das obras, sendo que, segundo o balanço feito ontem pela Iberdrola, que ficará a explorar as três centrais durante 70 anos, já foram concluídos 45% da obra – iniciada em 2014 - e aplicado mais de metade do investimento anunciado. A central hidroeléctrica de Gouvães, que será subterrânea, tem o início da operação comercial previsto para Dezembro de 2021, tal como a de Daivões, que obrigará ao reperfilamento do rio e da pista de pesca, trabalhos que, ainda segundo a Iberdrola, “estarão concluídos no final do Verão do próximo ano”.

Quanto à barragem de Alto Tâmega, cujos trabalhos começaram em Março de 2017, não deverá começar a ser explorada comercialmente antes de 2023. Por estes dias, e até à conclusão dos trabalhos, trabalham no sistema electroprodutor do Tâmega cerca de 1800 pessoas, 370 das quais dos municípios abrangidos pelo projecto. À boleia deste projecto, a Iberdrola garante que 3% do investimento total (50 milhões) será para ressarcir os municípios com a beneficiação ou construção de equipamentos vários, de instalações desportivas a centros equestres, passando por equipamentos para bombeiros, entre outros.