JS quer colocar legalização da cannabis no programa de Governo do PS

O socialista Alexandre Quintanilha defendeu que os socialistas deveriam ser "mais prudentes", para "ter tempo" para acumular "dados mais fiáveis que possam ajudar a avaliar como mais confiança o impacto destas medidas".

"A JS há muito tempo que defende a legalização das drogas leves", diz Maria Begonha
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"A JS há muito tempo que defende a legalização das drogas leves", diz Maria Begonha Nuno Ferreira Santos

A nova líder da Juventude Socialista (JS) admitiu nesta sexta-feira apresentar uma iniciativa legislativa para a legalização do uso recreativo da cannabis e garantiu que tentará incluir esta solução no programa de governo do PS.

Em declarações à agência Lusa, logo após o chumbo no parlamento dos diplomas do BE e do PAN com vista à legalização da cannabis para uso recreativo, Maria Begonha considerou que esta "é a oportunidade certa para a Juventude Socialista assumir que quer colocar no programa de governo do PS um projecto de lei que regule o uso de cannabis para fins recreativos".

"Vamos bater-nos para isso [colocar a solução no programa de governo do PS]", assegurou a dirigente da JS, admitindo que os deputados da organização podem entregar na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que consagre a solução chumbada nesta sexta-feira.

"A JS há muito tempo que defende a legalização das drogas leves, não apenas a cannabis, nós temos uma perspectiva sobre este tema já muito antiga. Somos a favor da legalização e achamos que é uma questão de liberdade individual", salientou.

Maria Begonha defendeu ainda que o debate sobre a legalização da cannabis "já chegou a um grau de maturidade" para criar condições para avançar.

A Assembleia da República chumbou nesta sexta-feira dois projectos de lei do Bloco de Esquerda e do PAN para a legalização da cannabis para uso recreativo. No debate, o deputado do PS Alexandre Quintanilha considerou que as poucas experiências da liberalização são recentes e que os socialistas deveriam ser "mais prudentes", para "ter tempo" para acumular "dados mais fiáveis e que possam ajudar a avaliar como mais confiança o impacto destas medidas".