Opinião

Manifesto para a democratização da Europa

A Europa deve construir para os seus cidadãos um modelo original de desenvolvimento social, equitativo e sustentável e só será capaz de os convencer disso abandonando as promessas vagas e teóricas.

Nós, cidadãos europeus de diferentes origens e países, exigimos hoje uma profunda transformação das instituições e das políticas europeias. Este Manifesto (1) contém propostas concretas, em particular um projeto de Tratado de Democratização e um projeto de Orçamento, que podem ser adotados e aplicados tal qual pelos Estados que desejem avançar nesse sentido, sem que nenhum outro país os possa bloquear. Estes documentos podem igualmente ser assinados online por todos os cidadãos europeus que se reconheçam no seu conteúdo. Podem enfim ser assumidos, trabalhados e melhorados por todas as forças políticas.

Depois do "Brexit" e da eleição de governos antieuropeus à frente de vários Estados-membros, deixou de ser  possível continuar como antes e limitarmo-nos a esperar pelos próximos abandonos e enfraquecimentos da UE sem alterar fundamentalmente o funcionamento e as políticas europeias actuais.

O nosso continente está hoje encurralado entre movimentos políticos cujo único programa é a caça aos estrangeiros e aos refugiados - que começaram já a pôr em prática – e partidos que se dizem europeus, mas que, no essencial, continuam a imaginar que o liberalismo puro e duro e a competição generalizada entre tudo e todos (Estados, empresas, territórios, indivíduos) são suficientes para definir um projeto político, sem perceberem que é justamente a falta de ambição social que alimenta o sentimento de abandono.

Alguns movimentos sociais e políticos estão a tentar romper este dilema mortal, procurando o caminho de uma refundação política, social e ambiental da Europa. Situações de emergência não faltam no final de uma década de crise: falta de investimento público estrutural, particularmente na área da formação e da investigação, aumento das desigualdades sociais, aceleração do aquecimento global, crise do acolhimento dos migrantes e refugiados, etc.. No entanto, esses movimentos sentem frequentemente dificuldades em formular um projeto alternativo concreto, isto é, em descrever precisamente como desejariam organizar a Europa do futuro e a tomada de decisões democráticas no seio desta.

Nós, cidadãos europeus, colocamos na praça pública propostas concretas  através deste Manifesto, deste Tratado e deste Orçamento. São projectos imperfeitos, mas têm o mérito de existir e todos podem aproveitá-los para os melhorar. Baseiam-se numa convicção simples: a Europa deve construir para os seus cidadãos um modelo original de desenvolvimento social, equitativo e sustentável e só será capaz de os convencer disso abandonando as promessas vagas e teóricas. A Europa só se reconciliará com os seus cidadãos se der provas concretas de que é capaz de estabelecer a solidariedade entre os europeus e de fazer contribuir equitativamente os que ganham com a globalização para o financiamento dos bens e servios públicos cuja falta se sente hoje de forma cruel. Por outras palavras, fazer com que as grandes empresas contribuam mais do que as pequenas e médias e os contribuintes mais ricos mais do que os mais modestos, o que não acontece actualmente.

As nossas propostas baseiam-se na criação de um Orçamento de Democratização, discutido e votado por uma Assembleia Europeia Soberana, que poderá finalmente dotar a Europa de um poder público capaz de enfrentar de imediato as emergências europeias e, ao mesmo tempo, produzir um conjunto de bens públicos no âmbito de uma economia sustentável e solidária. Só assim poderemos enfim dar sentido à promessa feita no Tratado de Roma de "equalização no progresso das condições de vida e de trabalho".

Este orçamento, se a Assembleia Europeia assim o decidir, será financiado por quatro grandes impostos europeus, sinais concretos desta solidariedade europeia: sobre os lucros das grandes empresas, sobre os rendimentos elevados (superiores a 200.000 euros por ano), sobre os grandes patrimónios (de mais de 1 milhão de euros), e sobre as emissões de carbono (com um preço mínimo de 30 euros por tonelada, a actualizar anualmente). Se o montante total destes novos impostos europeus for fixado em 4% do PIB, como propomos, o orçamento poderá financiar a investigação, a formação e as universidades europeias, um ambicioso programa de investimentos para transformar o modelo de crescimento, o acolhimento dos  migrantes e acompanhar os atores dos processos de transformação. Ao mesmo tempo, permitirá criar uma margem de manobra orçamental aos Estados-membros para reduzirem a carga fiscal  regressiva sobre os salários ou sobre o consumo.

Não se trata aqui de criar uma "Europa de transferências" que visaria retirar dinheiro de países "virtuosos" para o dar àqueles que o seriam menos. O projecto de Tratado de Democratização afirma-o explicitamente ao limitar a diferença entre as despesas recebidas e as receitas pagas por um país a um limite de 0,1% do seu PIB. Este limite poderá ser aumentado se houver consenso a este respeito, mas o verdadeiro desafio é outro: é principalmente o de reduzir as desigualdades internas de cada país e investir no futuro de todos europeus, a começar, naturalmente, pelos  mais jovens, sem favorecer nenhum país em especial. Esse cálculo exclui as despesas e os investimentos realizados num país para atingir um objectivo de interesse comum que beneficie igualmente todos os outros, tais como os afectados à luta contra o aquecimento global. Na medida em que apoiará bens públicos europeus que aproveitam da mesma forma a todos os Estados-membros, este Orçamento de Democratização induzirá de facto um efeito de convergência entre os estados europeus.

Porque esta acção tem de ser rápida e temos de fazer sair a Europa da sua teia tecnocrática, propomos a criação de uma Assembleia Europeia com competência para debater e votar os novos impostos europeus e o Orçamento de Democratização sem que seja necessário, numa primeira fase, alterar todos os tratados europeus.

A Assembleia Europeia deverá naturalmente dialogar com os órgãos de decisão atuais (em particular o Eurogrupo que reúne informalmente todos os meses os ministros das finanças da zona euro), mas é ela que, em caso de desacordo, terá a última palavra. Disto depende a sua capacidade para se transformar num  novo espaço político transnacional no qual os partidos, os movimentos sociais e as ONG possem finalmente recuperar o controle das decisões. Mas esta competência de decisão final é também uma condição necessária à sua eficácia, até porque é fundamental fazer sair a Europa da eterna estagnação das negociações intergovernamentais. Recordemos o facto de que a regra da unanimidade fiscal em vigor na UE bloqueia há anos a adopção de qualquer imposto europeu e alimenta a eterna fuga para a frente do dumping fiscal em favor dos mais ricos e dos mais móveis, que persiste ainda hoje e continuará a existir, apesar de todos os belos discursos, enquanto não forem adoptadas novas regras de decisão.

Porque esta Assembleia Europeia será competente para lançar impostos e penetrar por isso na essência do pacto democrático, fiscal e social dos Estados-membros, é fundamental envolver os deputados dos parlamentos  nacionais e europeu. Ao conceder um lugar central aos primeiros, transformaremos de facto as eleições nacionais em eleições europeias: os deputados nacionais não poderão continuar a desculpar-se com as decisões tomadas em Bruxelas e não terão outra escolha que não seja a de explicar aos eleitores os projetos e orçamentos que pretendem defender na Assembleia Europeia. Ao reunir deputados nacionais e europeus numa mesma Assembleia, criaremos práticas de co-governação que existem hoje apenas entre os chefes de Estado e os ministros das finanças.

É por isso que propomos, no Tratado de Democratização - que está disponível online -, que 80% da Assembleia Europeia seja constituída por deputados dos parlamentos nacionais dos países que aderiram ao Tratado (proporcionalmente ao número de habitantes e à representação política de cada um) e os restantes 20% por membros do actual Parlamento Europeu (proporcionalmente aos grupos políticos). Esta escolha merece uma ampla discussão. Em particular, o nosso projeto também poderia funcionar com uma proporção menor de deputados nacionais, por exemplo, 50%. Mas se esta proporção se tornar demasiado baixa, então a Assembleia Europeia poderá, na nossa opinião, ter menos legitimidade para comprometer todos os cidadãos europeus no caminho de um novo pacto social e fiscal e o aparecimento de conflitos de legitimidade democrática entre eleições nacionais e eleições europeias poderia minar rapidamente o projeto.

Agora é o momento de agir com rapidez. Se é desejável que todos os países da União Europeia adiram rapidamente a este projecto e se é preferível que os quatro maiores países da zona euro (que juntos representam mais de 70% do PIB e da população da zona)  o adoptem de imediato, desde o início, o projeto foi concebido para poder ser juridica e economicamente adotado e aplicado por qualquer subconjunto de países que o desejem. Este aspecto é importante porque permite aos países e movimentos políticos dispostos a avançar desde já de forma concreta no caminho proposto adoptarem imediatamente este projeto ou uma forma melhorada do mesmo. Apelamos a todas e todos a assumirem as suas responsabilidades e a participarem num debate preciso e construtivo para o futuro da Europa.

O que  propomos ...

• Uma Assembleia Europeia soberana, um espaço político e democrático transnacional

• Um orçamento para iniciar a transição ecológica e social e criar uma política europeia comum

• Uma alavanca política concreta para finalmente mudar a Europa

Signatários

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Maria Malatesta, historiadora, professora da Universidade de Bolonha, Itália
Francesco Martucci, jurista, professor da Universidade Paris 2
Frédérique Matonti, cientista político, professor da Universidade Paris 1-Sorbonne
Dominique Meda, socióloga, professora da Universidade Paris Dauphine
Robert Menasse, escritor, tradutor e ensaísta, Áustria
Wolfgang Merkel, cientista político, professor do Wissenschaftszentrum Berlin para Sozialforschung (WZB), Alemanha
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Robert Misik, jornalista e escritor, Áustria
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Jan-Wener Muller, cientista político, professor da Universidade de Princeton, Estados Unidos
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Mazarine Pingeot, escritora e professora da Universidade Paris 8
Martin Pigeon, investigador sénior do Observatório Europeu de Empresas, Bélgica
Thomas Piketty, economista, diretor de estudos da EHESS
Sébastien Platon, jurista, professor da Universidade de Bordeaux
Thomas Porcher, economista, co-fundador da Place Publique
Christophe Prochasson, historiador, presidente da École des Hautes Études en Sciences Sociales
Thomas Ribemont, Presidente da Ação Contra a Fome
Julie Ringelheim, advogada, professora da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica
Daniel Roche, historiador, professor do Collège de France
Pierre Rosanvallon, historiador, professor do Collège de France
Ruth Rubio Marin, advogada, professora da Universidade de Sevilha, Espanha
Guillaume Sacriste, cientista político, professor da Universidade Paris 1-Sorbonne
Emmanuel Saez, economista, professor da Universidade de Berkeley, Estados Unidos
Gisele Sapiro, socióloga, diretora de estudos do EHESS e diretora de pesquisa do CNRS
Francesco Saraceno, economista, diretor de pesquisa da OFCE, Sciences Po Paris
Thomas Sauer, economista, membro do ATTAC, professor do Ernst-Abbe-Hochschule em Jena, Alemanha
Patrick Savidan, filósofo e fundador do Observatório da Desigualdade
Frédéric Sawicki, cientista político, professor da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne
Axel Schäffer, deputado do SPD, membro do Comitê do Bundestag na Europa, Alemanha
Alan Scott, sociólogo, professor da Universidade da Nova Inglaterra, Austrália, e da Universidade de Innsbruck, Áustria
Thomas Sterner, professor em Gotemburgo, Suécia
Julien Talpin, cientista político, pesquisador do CNRS
Stéphane Troussel, PS Presidente do Conselho Geral de Seine-Saint-Denis
Laurence Tubiana, Professora Associada da Sciences Po Paris
Boris Vallaud, MP, membro do Partido Socialista
Fernando Vasquez, antigo membro da DG Emprego da Comissão Europeia, Portugal
Antoine Vauchez, cientista político, diretor de pesquisa do CNRS
Brigitte Young, economista, professora emérita de economia política internacional, Universidade de Münster, Alemanha
Gabriel Zucman, economista, professor da Universidade de Berkeley, Estados Unidos

(1) Este Manifesto - publicado quase simultaneamente em Dezembro de 2018 nos jornais Le Monde, Die Welt, La Repubblica, The Guardian, Le Soir, La Vanguardia, Politiken, Der Standart, TAZ e PÚBLICO entre outros - foi dinamizado por um grupo composto por Thomas Piketty, Guillaume Sacriste, Lucas Chancel, Anne-Laure Delatte, Stéphanie Hennette, e Antoine Vauchez e recolheu de imediato a adesão de 122 personalidades de toda a Europa e de fora dela. A petição pública que acompanhou o seu lançamento recolheu nos dois primeiros dias quase 10.000 assinaturas. Ver o conjunto de documentos relativos a esta iniciativa no site www.tdem.eu.