Câmara do Porto comprou dez obras de arte com 100 mil euros

Iniciativa faz parte do projecto "Aquisições", do Programa Pláka, apresentado no ano passado e que pretendia apoiar artistas contemporâneos.

Obra de Eduardo Batarda, da série "Thumbnails e Modelos", de 2013
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Obra de Eduardo Batarda, da série "Thumbnails e Modelos", de 2013 DR
Blue Planet, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira (2017)
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Blue Planet, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira (2017) DR
A peça "Trap" de Emmanuel Nassar (2013)
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A peça "Trap" de Emmanuel Nassar (2013) DR
Esta peça de Ana Santos, sem título, é de 2018
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Esta peça de Ana Santos, sem título, é de 2018 DR

A Câmara do Porto adquiriu ou está “em processo” de adquirir dez obras de arte contemporânea, no âmbito do Aquisições, um dos braços do programa Pláka, de apoio à prática artística contemporânea. O orçamento de 100 mil euros, anunciado em Abril do ano passado, foi totalmente esgotado na aquisição das obras. Para o ano fica a promessa de mais aquisições.

Aquando da apresentação do Pláka, o presidente da câmara, Rui Moreira, explicou que a autarquia queria expandir a colecção municipal, dotando-a de obras de arte contemporânea – uma das menos representadas no espólio actual, já que das cerca de 1500 obras, apenas 30 correspondiam a trabalhos de artistas contemporâneos.

As primeiras dez peças a alargar essa vertente da colecção municipal foram escolhidas, tal como estava previsto, entre os trabalhos expostos em galerias da cidade e após sugestão de compra pelo painel de cinco especialistas que integrou a primeira comissão do Aquisições. Foi, por isso, por indicação de Francisco Laranjo, Gabriela Vaz-Pinheiro, João Magalhães, Luís Pinto Nunes e Pedro Álvares Ribeiro, que a câmara comprou as obras que irão agora integrar a sua colecção, estando ainda por definir onde e quando serão expostas – até porque algumas, segundo afirma a assessoria de imprensa do pelouro da Cultura da autarquia, ainda se encontram em exibição em diversas galerias.

As dez novas obras da Câmara do Porto, cuja compra põe fim a um interregno de quinze anos, na aquisição de novas peças de arte, são da autoria de Ana Santos, Francisco Tropa, Paulo Nozolino (Galeria Quadrado Azul); André Cepeda, Eduardo Batarda (Galeria Pedro Oliveira); Emmanuel Nassar, Fernanda Fragateiro (Galeria Kubik); João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira (Galeria Presença); e Pires Vieira (Galeria João Lagoa).

Os quadros e peças de arte foram adquiridos ao longo de um ano, entre Setembro de 2017 e Setembro de 2018, e, de acordo com o gabinete de imprensa da autarquia, deverá ser agora constituído um novo comité de especialistas para que o projecto seja retomado em Janeiro.

Até agora, as obras de arte contemporânea que integravam a colecção municipal tinham chegado à câmara através do legado da Fundação Eugénio de Andrade. A última aquisição por parte da autarquia fora de um quadro de António Carneiro, em 2003. Em Abril, quando anunciou a intenção de alargar o espólio municipal, Rui Moreira argumentara que a colecção, tal como estava, não era “um projecto vivo”. “A câmara não desenvolveu trabalho em torno dos seus artistas e queremos agora uma reactivação dessa colecção”, disse, na altura, o autarca.