Sagrada Família obtém licença de construção mas as obras já começaram há 136 anos

A obra não terminada de Gaudí é o local mais visitado na cidade, atraindo 20 milhões de visitantes todos os anos.

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Reuters/John Schults

Mais de um século depois de a primeira pedra ter sido posta na Sagrada Família, em Barcelona, os papéis finalmente chegaram e já existe permissão para a construir.

Apesar de as obras terem começado em 1882, o novo acordo irá formalizá-las e abrir caminho para o plano de “estudar as soluções urbanas de forma a terminar o projecto de Antoni Gaudí”, afirma o município de Barcelona

O projecto vai custar 36 milhões de euros e as obras devem ficar prontas no prazo de dez anos, segundo o El Mundo. Melhorar a rede de transportes da cidade vai custar 22 milhões de euros. Estão também destinados sete milhões de euros para construir um acesso de metro para a catedral e quatro milhões para renovar as vias de passagem perto do monumento. 

A obra não terminada de Gaudí é o local mais visitado na cidade de Barcelona, atraindo 20 milhões de visitantes todos os anos. Por ser uma zona da cidade bastante popular, três milhões do orçamento serão destinados a manter as ruas seguras e limpas.

“Depois de dois anos de diálogo, fizemos um acordo que vai garantir o pagamento da licença, assegurar e facilitar o acesso ao local e melhorar os transportes que dão acesso ao monumento”, afirma no Twitter a presidente da Câmara de Barcelona, Ada Colau.

Os vizinhos da catedral temem que as obras exijam a demolição de edifícios à volta do monumento, uma possibilidade sobre a qual o acordo é omisso. “O acordo foi feito nas costas dos vizinhos e não vai ao fundo do problema”, manifestou-se a porta-voz da Associação de Vizinhos da Sagrada Família, Joan Itxaso, citada pelo El País

Baseado num estilo neogótico desenhado pelo arquitecto Francisco de Paula del Villar y Lorazo, Gaudí avançou com o seu olhar único para o projecto depois de Francisco se ter reformado. A igreja rapidamente se tornou a obra-prima do artista catalão. Gaudí supervisionou as obras entre 1882 e Junho de 1926, data em que foi atropelado por um eléctrico. Morreu três dias depois e foi sepultado na capela da Sagrada Família.

Texto editado por Pedro Rios