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REUTERS/Tyrone Siu

Vietname pede abolição do consumo da carne de cão

Comércio e consumo da carne de cão e gato influenciam a imagem que os turistas têm do país e potencia a transmissão de doenças como a raiva

A capital do Vietname quer diminuir o consumo da carne de cão e gato. Hanói está preocupada com o que os estrangeiros relatam das suas viagens e também com a transmissão de doenças como a raiva. De acordo com a Associated Press, esta medida foi tomada no âmbito de um programa nacional para a extinção da raiva em 2021.

Existem 493 mil cães e gatos na capital vietnamita e mais de 10% são criados para serem comercializados pelos locais. Nguyen Van Suu, vice-presidente da Câmara de Hanói, refere que a morte e o consumo de cães e gatos são perturbadores para os turistas e têm um impacto negativo na imagem de “capital civilizada e moderna” que o país se esforça por manter. 

O consumo destas carnes, acrescenta, aumenta a leptospirosis, infecção bacteriana que provoca vómitos e dores de cabeça. Apesar dos apelos das autoridades, muitos vietnamitas acreditam que estas iguarias têm um alto teor energético.

Grande parte da população condena o consumo de carne de cão e gato, mas defende que este hábito já está demasiado enraizado na cultura do país, refere a BBC.

A Humane Society International, organização de protecção dos animais, diz que a China, a Coreia do Sul, o Vietname e a Tailândia são os países que mais consomem carne de cão em todo o mundo.