EUA

Depois da Apple, Facebook e Youtube, é a vez de o Twitter banir Alex Jones

Rede social é a última das grandes plataformas online a bloquear os conteúdos do fundador do Infowars, responsável pela difusão de boatos e teorias conspirativas.
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Desde 1999 que Jones partilha as suas teorias da conspiração no site Infowars, em programas de rádio e em espectáculos ao vivo. Foi banido de todas as redes sociais mais populares pela glorificação da violência física e discurso de ódio. Reuters/JIM BOURG

O Twitter suspendeu de forma permanente a conta de Alex Jones, apresentador de rádio norte-americano e autor e divulgador de controversas teorias da conspiração, bem como os conteúdos do seu site Infowars. Esta decisão estende-se à plataforma de vídeo ao vivo Periscope, adquirida pela rede social em 2015, e foi comunicada através da conta Twitter Safety. Já em Agosto, a Apple, o Facebook e o YouTube tinham banido o apresentador.

Atingiu o seu limite de artigos gratuitos

A decisão da rede social segue-se à publicação por Jones, no dia anterior, de conteúdos abusivos que violavam as regras da plataforma. O Twitter teve ainda em consideração infracções passadas. Todas as contas que tenham possíveis ligações a Jones, ou ao site Infowars, serão também alvo de escrutínio, de forma a determinar se existem tentativas de contornar a proibição.

Em Agosto, e ao contrário da Apple, Facebook e Youtube, o Twitter tinha optado por não banir Jones e os seus conteúdos, afirmando que este “não [tinha] violado as regras [da plataforma]", mas prometendo que seriam tomadas "medidas" em caso de infracção.

Na altura, o presidente executivo da rede social, Jack Dorsey, declarou ainda que era o trabalho dos jornalistas confrontar a informação que contas como Jones publicavam, e não o trabalho do Twitter. Nessa altura, contudo, outras plataformas removeram os conteúdos do autor norte-americano “por empregarem linguagem desumanizadora” em relação a imigrantes, muçulmanos e pessoas transgénero, acusando ainda Jones de glorificar a violência.

Jones, que desde 1999 está activo através da internet, de programas de rádio e de espectáculos ao vivo, é conhecido por divulgar informação falsa e teorias conspirativas como a de que o massacre de Sandy Hook, em que morreram 20 crianças, não passou de uma encenação, ou a de que a antiga candidata presidencial democrata Hillary Clinton integrava uma rede pedófila (o chamado — e fictício — escândalo Pizzagate).

Nos dois casos, os boatos e mensagens de ódio de Jones levaram alguns dos seus seguidores a perseguir os pais das vítimas de Sandy Hook e a atacar a pizaria supostamente no centro do falso escândalo pedófilo.

Texto editado por Pedro Guerreiro