Cachalote-pigmeu dá à costa junto ao Cais do Sodré

Animal arrojou no rio Tejo. Mede cerca de dois metros e foi encontrado ainda vivo.

Vertebrado, água
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Cetáceo foi encontrado por volta das 9h DANIEL ROCHA
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Cetáceo foi encontrado por volta das 9h DANIEL ROCHA
Costa, oceano
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DANIEL ROCHA
Navio de pesca, Boating
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Cetáceo foi encontrado por volta das 9h DANIEL ROCHA

Um cachalote-pigmeu (Kogia brevicepscom cerca de dois metros deu à costa junto à margem norte do rio Tejo, em Lisboa, nesta quarta-feira de manhã. É um cetáceo de pequeno porte. No local, uma especialista do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a bióloga Marina Sequeira, disse ao PÚBLICO tratar-se de um cachalote-pigmeu.

O animal encalhou junto ao Cais do Sodré, em frente ao restaurante Monte Mar (perto da cervejaria Portugália), onde chegou ainda vivo. O animal foi encontrado por um trabalhador de um ginásio das redondezas que alertou a Polícia Marítima.

Trata-se de uma fêmea juvenil de cachalote-pigmeu, com dois metros. Segundo explicou a bióloga, é uma espécie que normalmente não ocorre junto à costa. “É uma espécie de alto-mar, de águas profundas, e que tem alguma presença na costa portuguesa, apesar de não ser das espécies mais comuns de cetáceos”, explicou Marina Sequeira. 

O animal vai ser transportado para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, em Ílhavo, onde será feita uma necrópsia para tentar apurar as causas da morte e serão recolhidas amostras biológicas para estudo.

Segundo explicou a bióloga do ICNF, o animal está “bastante magro” para o tamanho que tem, pelo que poderá ter alguma doença. O cetáceo apresenta ainda alguns ferimentos, mas que não terão sido a causa da morte. 

Os cachalotes-pigmeus, quando adultos, poderão chegar aos quatro, cinco metros. A maioria dos avistamentos desta espécie são de animais solitários ou em pequenos grupos, explicou ainda a bióloga.