Palcos da semana

Dias para encontrar um cantautor na rua, dançar entre o passado e o futuro, ver nova arte de Vhils, assistir a uma tragédia grega e rodear uma banda de fãs.

Foto
Arlindo Camacho Sérgio Godinho dá um <i>showcase</i> no coração de Lisboa

Música
Nação Valente na rua

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Música
Nação Valente na rua

Sérgio Godinho acaba de regressar às edições originais com Nação Valente, o primeiro álbum de estúdio em sete anos (o último foi Mútuo Consentimento). A lírica é quase toda dele; a maior parte da música veio de outros: David Fonseca, Hélder Gonçalves, José Mário Branco, Nuno Rafael, Filipe Raposo, Pedro da Silva Martins e José Mário Branco. A primeira aparição pública, antes das grandes salas, é um concerto na rua, no coração de Lisboa, com entrada livre.

LISBOA Armazéns do Chiado (à porta)
Dia 2 de Fevereiro, às 18h30.
Grátis
LISBOA Teatro e Cinema Capitólio
Dias 23 e 24 de Fevereiro, às 21h30.
Bilhetes a 20€
PORTO Casa da Música
Dias 3 e 4 de Março, respectivamente às 21h30 e 17h30.
Bilhetes a 20€

 

Foto
Autobiography, de Wayne McGregor Richard Davies

Dança
Genética e família

Da ancestralidade à criação de futuros é o tema que faz mover o GUIdance 2018 - Festival Internacional de Dança Contemporânea. Primeiro, com Wayne McGregor; no final, com os Peeping Tom. McGregor traz Autobiography, um trabalho sobre memória e futuro em que os movimentos dos bailarinos se baseiam no seu próprio código genético. A companhia belga Peeping Tom mostra Pai, primeira parte da trilogia "familiar" que já nos trouxe Mãe e terá conclusão em 2019 com Filho. Entre eles, há lugar para a estreia absoluta de Humanário, de Rui Horta, o coreógrafo destacado nesta oitava edição do festival, em que participa também com Vespa. No cartaz estão ainda estreias nacionais de espectáculos de Patricia Apergi e Euripides Laskaridis, bem como peças de Vera Mantero, Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão e Marlene Monteiro Freitas.

GUIMARÃES Centro Cultural Vila Flor
De 1 a 10 de Fevereiro.
Bilhetes de 5€ a 10€; passe de 20€ a 30€

 

Foto
DR

Música
Metal a 360

Nunca os Metallica tinham estado tantos anos sem editar um álbum: passaram oito entre Death Magnetic e Hardwired... To Self-Destruct. A chegada do novo disco (no final de 2016), associada ao longo período de ausência dos palcos portugueses (a última memória é do Rock In Rio Lisboa 2012), faz do regresso dos norte-americanos um acontecimento para os fãs. Mais ainda estando em causa o retorno à Altice Arena para um concerto em formato 360º – banda ao centro, plateia à volta –, tal como no espectáculo que ali deram em 2010.

LISBOA Altice Arena
Dia 1 de Fevereiro, às 21h.
Bilhetes de 50€ a 80€

 

Foto

Arte
Intrínseco a Vhils

Quase quatro anos depois de ter feito a sua Dissecção no Museu da Electricidade, o mais famoso street artist português volta a montar uma exposição individual dentro de portas. Vhils – nome artístico de Alexandre Farto (n.1987, Lisboa) – descreve Intrínseco como "uma reflexão na forma de uma instalação". Resulta directamente das observações feitas pelo artista nos últimos anos, em trânsito pelo mundo, por projectos e pelo contacto com outras artes. Em Intrínseco, as suas peças estão suspensas do tecto, num jogo de justaposições e sobreposições que promove, segundo a galeria, "uma experiência mutante" de acordo com a posição e percepção de cada um.

LISBOA Vera Cortês - Agência de Arte
De 2 de Fevereiro a 7 de Março. Terça a sexta, das 14h às 19h; sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h. Inauguração dia 1 de Fevereiro, às 22h.
Grátis

 

Foto
Nadja Michael G. Geller

Ópera
Tragédia greco-alemã

Elektra é apresentada no CCB no âmbito de um ciclo sob o signo da Grécia (De Zeus a Varoufakis), mas as suas estrelas são alemãs. Falamos de Nicola Raab, que a encena, e de Nadja Michael, soprano que ocupa o papel principal, liderando um elenco internacional que conta também com Lioba Braun, Allison Oakes e James Rutherford, entre outros. Composta por Richard Strauss, Elektra foi a primeira abordagem do compositor à mitologia antiga e inaugurou uma parceria frutífera com Hugo von Hofmannsthal, autor do libreto (segundo Sófocles). A história desta tragédia grega é aqui contada numa versão semi-encenada, com direcção musical do britânico Leo Hussain e interpretação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

LISBOA Centro Cultural de Belém
Dias 1, 4 e 7 de Fevereiro. Quarta e quinta, às 20h; domingo, às 16h.
Bilhetes de 25€ a 60€