Em Aveiro, todos os anos chovem cavacas

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Do céu, caem cavacas para honrar as promessas feitas a São Gonçalinho. No chão, abrem-se guarda-chuvas (ao contrário) e esticam-se as nassas para apanhar o que lá vem. Por todo o lado esteve João Miranda, aveirense de 18 anos, que passou os últimos dias a fotografar as tradicionais festas da cidade, que chegaram ao fim esta segunda-feira. Actualmente a estudar tradução da Universidade de Aveiro (lá conseguiu falar com o P3 antes da aula de russo), João tem vindo a desenvolver uma nova paixão pela fotografia, que, diga-se, nunca lhe foi estranha — o pai, Adriano Miranda, é fotojornalista do PÚBLICO. "A fotografia sempre esteve muito presente na minha vida por causa dele. A vida dele é fotografar e eu, como me considero uma pessoa curiosa, também sempre quis aprender." Até que, há uns poucos meses, desatou a fotografar sempre que pode, aproveitando os ensinamentos que lhe chegam em casa. Autodidacta, amador assumido, quer "evoluir" e "divertir-se" ao mesmo tempo — quem sabe se o seu caminho ainda não pode, um dia, passar por aqui. Nesta série de imagens a preto e branco (para terem "menos ruído") tentou captar aquilo que, para ele, é esta festa: "O atirar das cavacas, a expressão facial das pessoas, a luta cá em baixo para as apanhar". Para o ano, a festa volta em Janeiro ao bairro Beira-Mar e voltam a chover toneladas de doces cavacas a partir do alto da Capela de São Gonçalinho — cuidado com a cabeça. AR

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