Mergulhar vulcão adentro com uma câmara fotográfica

A alemã Ulla Lohmann já não sabe quantos vulcões fotografou ao longo de 20 anos, mas em Junho acrescentou o Pico a essa lista.

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Ulla Lohmann é uma fotógrafa “sem medo”. À partida, não terá razões para se sentir intimidada pelo que o seu trabalho exige, mas esta é uma fotógrafa que capta imagens de vulcões, tanto por fora, como por dentro – e suspensa por cordas. “Tenho mais medo de andar no metro da minha cidade do que entrar nos vulcões”, conta. Em Junho passado, em mais uma das suas expedições, visitou a montanha do Pico. Escalou-a, montou uma tenda no solo que um dia já foi lava. Depois, fotografou toda a sua envolvente, das nuvens que circundam o ponto mais alto de Portugal ao manto de estrelas que quase pousa no cume do Pico. Como já lhe é costume, entrou pela boca do vulcão – agora, onde antes se espirrava lava, nasce um pequeno bosque.

Foi há cerca de 20 anos que se estreou, escolhendo um dos quatro vulcões das ilhas Vanuatu, arquipélago do Pacífico com a Austrália a oeste. Nessa altura, conheceu alguns membros da National Geographic, que a aceitaram na equipa. Desde então, Ulla já visitou “muitos vulcões”. “Já fotografei tantos que já lhes perdi a conta”, afiança. Agora, os registos dessas aventuras estão presentes no livro Ich mach das jetzt! (Faço isto agora!), que, para já, só está disponível em alemão.    

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