Jornalista do PÚBLICO vence prémio da UNESCO sobre direitos humanos

Joana Gorjão Henriques recebeu o prémio na categoria de imprensa escrita por reportagem sobre os habitantes que ficaram sem casa no bairro 6 de Maio, na Amadora. Duas outras reportagens do PÚBLICO receberam menções honrosas.

A reportagem premiada dá voz às vítimas do bairro 6 de Maio
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A reportagem premiada dá voz às vítimas do bairro 6 de Maio Ana Brígida

A jornalista do PÚBLICO Joana Gorjão Henriques ganhou nesta quinta-feira o prémio da UNESCO “Direitos Humanos & Integração”, no valor de 2500 euros, pela reportagem “Este é o apocalipse dos sem direito a casa”, publicada a 11 de Dezembro do ano passado. Dois outros trabalhos jornalísticos do PÚBLICO receberam menção honrosa na categoria de imprensa escrita.

A reportagem vencedora nesta categoria conta a história de milhares de pessoas que ficaram "sem direito" a casa no bairro 6 de Maio, na Amadora, devido ao Programa Especial de Realojamento. A cerimónia de entrega dos prémios aconteceu esta quinta-feira na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa.

Outros dois trabalhos do PÚBLICO receberam menções honrosas: uma pela reportagem "Devolvidos a Cabo Verde", de Catarina Gomes, que relata casos de pessoas que são deportadas para Cabo Verde porque cometeram crimes ou por não terem documentos, naquilo que as autoridades cabo-verdianas consideram ser uma "violação dos direitos humanos". A outra é também da jornalista Joana Gorjão Henriques, pela série de trabalhos e entrevistas "Racismo em Português", que conta com a opinião de académicos mas também de quem já sentiu o racismo na pele.

Na categoria de meios audiovisuais ganhou a reportagem “Love you, Mom” da jornalista da TVI Ana Leal e, na categoria de rádio, a vencedora foi Ana Maria Ramos Aranha, com a reportagem “Calar, Nunca!” da Antena 1. 

Uma outra reportagem do PÚBLICO estava entre as nomeadas para o prémio na categoria de imprensa escrita: “Não tenho pessoas que me aceitem – inimputáveis”, de Ana Cristina Pereira e Paulo Pimenta, que conta a história de vários inimputáveis em Portugal – como “O Homem Que Não Existe”, que nem registo civil tem – ora por anomalia psíquica ora porque estavam a cumprir pena no regime comum e precisaram de tratamento.

Estes prémios são uma iniciativa conjunta da Comissão Nacional da UNESCO e da Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros, destinados a galardoar os melhores trabalhos desenvolvidos “por profissionais da comunicação social, a nível nacional, em prol dos direitos humanos e das liberdades fundamentais”.

Os prémios são atribuídos em diversas modalidades, todos no mesmo valor: meios audiovisuais, rádio e imprensa escrita. Nesta 12.ª edição, o júri foi composto por Guilherme d’Oliveira Martins, Catarina Duff Burnay e Adelino Gomes.

Há ainda um prémio de Imprensa Regional e Local que foi entregue ex aequo a Martine Rainho, do Região de Leiria, pela reportagem “Quando a História de Maria se Repete Demasiadas Vezes” e a Paulo Barriga, do Diário do Alentejo, pelo trabalho “Quando um Murro Nem Sempre é um Murro”.