Quatro nomes para a temporada

Eun-Me Ahn, Sergio Boris, Repórter Estrábico e Kabinet K vão passar pelo Teatro Municipal do Porto até Dezembro.

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Eun-Me Ahn

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Eun-Me Ahn

Em 2010, acompanhada por quatro bailarinos e equipada com três câmaras, a coreógrafa sul-coreana Eun-Me Ahn percorreu o seu país à procura de avós com idades entre os 60 e os 90 anos. Foi deste processo intensivo de inventariação e de registo do vocabulário gestual e corporal vernacular, mas também da partilha da alegria da dança, do movimento e do ritmo entre corpos tão diferentes (uns novos, outros velhos; uns urbanos, outros rurais; uns profissionais, outros amadores) que resultou Dancing Grandmothers, um dos “imperdíveis” da temporada, diz Tiago Guedes.

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Eun-Me Ahn DR

Sergio Boris

Figura incontornável do teatro argentino (primeiro como actor-fétiche de Ricardo Bartís no seu igualmente incontornável Sportivo Teatral, agora como um dos seus mais influentes novos autores), Sergio Boris estreia-se em Portugal em Dezembro. Viejo, Solo y Puto, viagem aos confins da noite de Buenos Aires e à sua exuberante, mas duríssima, cena travesti, reitera a atenção de Boris à vida nas margens da pobreza, da exclusão, da doença e da exploração. Na Argentina, manteve-se em cena por mais de seis temporadas consecutivas; no Porto, fará apenas uma data.

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Sergio Boris DR

Repórter Estrábico

Prosseguindo o seu inventário exaustivo das bandas que, ao longo das últimas décadas, foram definindo o som do Porto, o ciclo Porto Best Of responde finalmente em Dezembro à pergunta o que é feito dos Repórter Estrábico. A mítica, inimitável personagem de várias cabeças (Luciano Barbosa, Anselmo Canha, Paulo Lopes, Manuel Ribeiro) regressa após um longo silêncio “introspectivo” para reatar uma história musical com 32 anos — e fazer novos amigos na cidade, a saber os Holy Nothing e Mirror People (Rui Maia), com os quais terão afinidades electivas a descobrir nesta sessão.

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Kabinet K

Quando os Kabinet K levaram Raw ao Festival de Edimburgo, a crítica do Guardian, deslumbrada, chamou-lhes “a companhia de dança que deixa as crianças brincarem com o fogo”. Também é isso — a possibilidade de um palco partilhado, sem paternalismos, por adultos e crianças — que estará em cena em Horses, a peça que a dupla formada pelos belgas Joke Laureyns e Kwint Manshoven traz ao Foco Famílias do TMP. Quando se trabalha com crianças, dizem, é raro saber-se onde se vai parar: “Há sempre um certo grau de espanto perante o que acontece.”     

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Horses, da companhia belga Kabinet K DR