João Luís Barreto Guimarães vence Prémio António Ramos Rosa

O júri desta sexta edição do prémio algarvio escolheu o livro Mediterrâneo, publicado em 2016 pela Quetzal

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O poeta João Luís Barreto Guimarães é o vencedor da sexta edição do Prémio de Poesia António Ramos Rosa, com o livro Mediterrâneo (Quetzal, 2016), escolhido por um júri que incluiu os poetas Nuno Júdice (anterior galardoado) e José Tolentino Mendonça, e ainda a investigadora Adriana Nogueira, professora de Literatura da Universidade do Algarve.

O prémio, no valor de cinco mil euros, foi instituído pelo município de Faro e destina-se a distinguir um livro de poesia escrito em português e publicado em primeira edição. Nas cinco anteriores edições, os vencedores foram Fernando Echevarría, Fernando Guimarães, Nuno Júdice, João Rui de Sousa e Luís Quintais.

Nascido no Porto há 50 anos, João Luís Barreto Guimarães licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Universidade do Porto e é especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia.

Revelou-se como poeta em 1989 com o livro Há Violinos na Tribo. Seguiram-se Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994), Lugares Comuns (2000), Rés-do-Chão (2003), Luz Última (2006) e A Parte pelo Todo (2009), todos eles compilados no volume Poesia Reunida, lançado pela Quetzal em 2011.   

Mais recentemente publicou Você Está Aqui (2013), e agora este Mediterrâneo, que resulta de uma deambulação por vários lugares mediterrânicos, mas é um livro altamente pessoal, que nem cai na tentação da literatura de viagem, nem se compraz em nenhuma espécie de culturalismo.

João Luís Barreto Guimarães é ainda responsável por um dos mais antigos e mais interessantes blogues portugueses dedicados à poesia, o Poesia Ilimitada (grafado Poesia & Lda), onde vem divulgando, traduzindo e comentando um grande número de autores.

Este prémio de poesia presta homenagem ao poeta e ensaísta António Ramos Rosa (1924-2013), nascido em Faro, autor de uma vastíssima e muitas vezes premiada obra poética, iniciada em 1958 com O Grito Claro, e que inclui, para citar apenas alguns dos títulos mais importantes, Ciclo do Cavalo (1975), O Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986), O Deus Nu(lo) (1989) ou O Teu Rosto (1994).  

A entrega do prémio a João Luís Barreto Guimarães realizar-se-á em Faro no próximo dia 9 de Setembro. com Lusa