Europa

Lucifer, a onda de calor que invadiu a Europa

O continente europeu vive nos últimos dias sob uma onda de calor que até já ganhou nome, Lucifer. As temperaturas ultrapassam em os 40 graus centígrados em diferentes reiões e há três mortes a registar.

Um tigre de Sumatra abocanha pedaços de gelo para se referscar, num parque zoológico em Roma LUSA/GIORGIO ONORATI
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Um tigre de Sumatra abocanha pedaços de gelo para se referscar, num parque zoológico em Roma LUSA/GIORGIO ONORATI

Lucifer foi o nome dado à onda de calor que tomou conta da Europa nos últimos dias. As temperaturas registam picos que não se viam há pelo menos uma década em algumas zonas.

Itália e os Balcãs são as zonas mais afectadas, e há três mortes registadas devido à vaga de calor – duas na Roménia e uma na Polónia. O serviço meteorológico europeu, Meteoalarm, colocou dez países em alerta vermelho, nível que se mantém este sábado.

Segundo a Reuters, as temperaturas não deverão sofrer grandes alterações na próxima semana, pelo que as autoridades europeias avisam que devem ser tomadas precauções.

O serviço meteorológico de Espanha emitiu neste sábado um alerta de emergência devido a altas temperaturas para 31 das 50 províncias, já que estão previstas que estas cheguem aos 44.ºC.

Na zona alpina da Eslovénia, as autoridades registaram no início desta semana a primeira "noite tropical" a 1500 metros nas montanhas, o que significa que a temperatura estava acima dos 20.ºC durante a noite.

Na Sérvia, onde as agências meteorológicas identificaram a origem desta onda de calor em África, as autoridades aconselharam a população a manter-se em casa, evitar esforços físicos e o consumo de álcool e a colocar toalhas molhadas nas janelas, se não tiverem sistema de ar condicionado.

Na Croácia, por exemplo, numa altura em que o país se torna num dos principais destinos europeus, os turistas foram aconselhados a serem cuidadosos nas praias e durante os trajectos que realizam.

No Montenegro relata-se que as ruas se encontram praticamente vazias, numa altura em que foi lançado o alerta máximo de incêndios.

Chamas essas que chegaram à Albânia, que já pediu apoio de emergência à União Europeia, devido aos incêndios.

As autoridades romenas, por sua vez, ordenaram a diminuição do tráfego ferroviário e automóvel nas principais vias. Neste país registaram-se duas mortes como consequência das altas temperaturas: um homem de 45 anos colapsou e acabou por perder a vida enquanto trabalhava no campo e outro, de 60 anos, teve um ataque cardíaco na rua, noticia a agência Associated Press.

Além disso, na Itália e na Hungria foram colocados blocos de gelo nos jardins zoológicos em alguns locais para arrefecer o ambiente de alguns dos animais aí presentes.

Roma, Itália
Roma, Itália LUSA/ANGELO CARCONI
Roma, Itália
Roma, Itália LUSA/ANGELO CARCONI
Valência, Espanha
Valência, Espanha LUSA/MANUEL BRUQUE
Albânia
Albânia LUSA/MALTON DIBRA
Albânia
Albânia LUSA/MALTON DIBRA
Vaticano
Vaticano LUSA/GIUSEPPE LAMI
Vaticano
Vaticano LUSA/GIUSEPPE LAMI
Vaticano
Vaticano LUSA/GIUSEPPE LAMI
Roma, Itália
Roma, Itália LUSA/GIUSEPPE LAMI
Praga, República Checa
Praga, República Checa LUSA/MARTIN DIVISEK
Praga, República Checa
Praga, República Checa LUSA/MARTIN DIVISEK
Bolonha, Itália
Bolonha, Itália LUSA/GIORGIO BENVENUTI
Florença, Itália
Florença, Itália LUSA/MAURIZIO DEGL'INNOCENTI
Milão, Itália
Milão, Itália LUSA/Daniel Dal Zennaro
Roménia
Roménia LUSA/BOGDAN CRISTEL
Bordéus, França
Bordéus, França LUSA/CAROLINE BLUMBERG
Bordéus, França
Bordéus, França LUSA/CAROLINE BLUMBERG
Nice, França
Nice, França Reuters/ERIC GAILLARD
Minsk, Bielorrússia
Minsk, Bielorrússia LUSA/TATYANA ZENKOVICH
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