Novos casos de tuberculose diminuíram para metade entre 2000 e 2016

Maioria das novas pessoas infectadas é do sexo masculino.

Mior concentrações de casos de tuberculose regista-se em Lisboa e no Porto
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Mior concentrações de casos de tuberculose regista-se em Lisboa e no Porto MANUEL ROBERTO

Portugal reduziu para metade o número de novos casos de tuberculose entre 2000 e 2016, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira, que mostra que, no ano passado, a taxa de incidência da doença foi de 18 por 100 mil habitantes.

"Comparativamente com os dados referentes ao início do milénio, evidencia uma evolução francamente positiva", indica-se no relatório relativo a 2016 do Programa Nacional para a Infecção do VIH, SIDA e Tuberculose. Em 2000, as taxas de notificação e de incidência da tuberculose andavam próximos dos 40 casos por 100 mil habitantes. A meta para este ano é a de descer para uma incidência de 17 por 100.000 habitantes.

Do total dos 1836 casos notificados no ano passado, 18% ocorreram em pessoas nascidas fora do país, uma proporção que aliás tem vindo a aumentar nos últimos anos. Estima-se que a taxa de incidência da tuberculose na população estrangeira seja 4,8 vezes superior à incidência nacional, situando-se nos 86,7 casos por 100 mil pessoas.

A idade média dos doentes situa-se nos 50 anos, mas houve 19 casos identificados em crianças com idade igual ou inferior a cinco anos. Dos casos notificados, 65% eram do sexo masculino. E 11,8% estavam também infectados com VIH.

Segundo o relatório do programa da Direcção-Geral da Saúde, em 2016 continuou a verificar-se uma concentração de casos nos distritos de Lisboa e do Porto.

Quanto aos casos de tuberculose multirresistente, verificaram-se apenas 19, o que representa 1% do total, o que coloca Portugal numa posição favorável à média europeia, que anda à volta dos 4%.

As metas estabelecida pela ONU para 2020 apontam para que 90% das pessoas com tuberculose sejam tratadas com sucesso e que 90% destas saibam se estão ou não infectadas com VIH.  Em Portugal, a proporção de doentes que terminam o tratamento prescrito situa-se nos 79%.