Cáritas de Lisboa: Ministério Público abriu inquérito no mês passado

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O inquérito judicial foi desencadeado na sequência da entrega ao Ministério Público, já este ano, de uma denúncia subscrita por dois advogados e um notário Nuno Ferreira Santos

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO que o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa instaurou um inquérito, em Janeiro, no qual são visados o presidente da Cáritas de Lisboa, José Carlos Frias Gomes, e o cónego Álvaro Bizarro, responsável pelas finanças do Patriarcado de Lisboa.

O inquérito judicial foi desencadeado na sequência da entrega ao Ministério Público (MP), já este ano, de uma denúncia subscrita por dois advogados e um notário aposentado na qual se aponta para a prática, entre outros, do crime de burla qualificada por parte dos denunciados. Juntamente com a denúncia foram entregues ao DIAP numerosos documentos, relativos a factos ocorridos nos últimos anos.

Para já, o MP está apenas a avaliar a credibilidade da denúncia, para decidir se avança para a investigação. O Pariarcado de Lisboa fez saber ao PÚBLICO que “o cónego Álvaro Bizarro não foi notificado” do “suposto inquérito judicial”, pelo que não presta declarações. “Desconhecemos a existência de qualquer queixa ou processo pendente”, fez também saber a Cáritas de Lisboa.