Na primeira provocação a Trump, Coreia do Norte testa míssil balístico

Em visita aos Estados Unidos, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe condenou a Coreia do Norte. Falou com o Presidente americano Donald Trump numa conferência na Florida. Trump disse apoiar o "grande aliado" a 100%.

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Donald Trump, em conferência este sábado à noite na Flórida, num resort da sua organização, afirmou apoiar "100%" o Japão Reuters/CARLOS BARRIA

Pela primeira vez desde que Donald Trump está na presidência dos Estados Unidos, a Coreia do Norte fez o teste de um míssil balístico no Mar do Japão.

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Pela primeira vez desde que Donald Trump está na presidência dos Estados Unidos, a Coreia do Norte fez o teste de um míssil balístico no Mar do Japão.

Em resposta quase imediata, era noite nos EUA, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de visita ao país, condenou Pyongyang e disse que o teste era “absolutamente intolerável”. Donald Trump apoiou-o afirmando que "a América está ao lado do Japão, o seu grande aliado, a 100%". 

O teste, que pode ser visto como um desafio do regime de Kim Jong-un ao recém-eleito Presidente americano, ocorreu às 7h55, horas locais, deste domingo (cerca das 23h55 em Lisboa). 

A declaração conjunta, depois do jantar entre os dois líderes este sábado, foi feita num resort na Flórida, propriedade da organização Trump. O primeiro-ministro japonês exigiu que Pyongyang cumpra as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A AP relata que Trump, que falou depois de Abe, não emitiu qualquer opinião sobre o teste de míssil em si, reafirmando apenas a aliança entre os EUA e o Japão.

As autoridades japonesas disseram, porém, que o míssil não atingiu as suas águas. Segundo a AP, a Coreia do Sul disse que o míssil, que voou cerca de 500 quilómetros, foi disparado da zona de Banghyon. 

Na conferência de imprensa, diz a BBC, Shinzo Abe afirmou que Trump lhe assegurou que estava empenhado em “reforçar a aliança” entre os dois países. Recentemente, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, tinha anunciado que estava prestes a testar mísseis de longo alcance capazes de chegar aos EUA e de transportar ogivas nucleares. Apesar de estar em silêncio desde que Trump assumiu o poder, os media estatais norte-coreanos têm enviado a mensagem a Washington para que abandone a sua "política hostil", lembra a AP.  

Uma das afirmações de Trump durante a sua campanha foi que achava “injustos” os compromissos de defesa que os EUA tinham com o Japão e com a Coreia do Sul, por isso reivindicava que o Japão pagasse o custo das tropas americanas no seu território.