Ribeiro e Castro reforça lista anti-Basílio em Sintra

José Ribeiro e Castro poderá tomar o lugar de António Capucho como candidato à Assembleia Municipal.

PSD e CDS querem Ribeiro e CAstro como candidato à Assembleia Municipal de Sintra
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PSD e CDS querem Ribeiro e CAstro como candidato à Assembleia Municipal de Sintra Rui Gaudêncio

O PSD e o CDS estão “na recta final” das negociações em torno de uma coligação autárquica para apoiar Marco Almeida (como independente) à Câmara de Sintra e avançar como candidato à Assembleia Municipal o democrata-cristão José Ribeiro e Castro. Com o ex-líder do CDS em Sintra, fica afastada a hipótese de António Capucho para aquele órgão como era pretendido por Marco Almeida. Na candidatura acredita-se que uma coligação com PSD e CDS terá mais hipóteses de conquistar a câmara ao PS.

As negociações para a composição de uma lista única entre o PSD e o CDS em Sintra estão na “recta final”, confirmaram ao PÚBLICO os líderes das distritais dos dois partidos em Lisboa. O antigo líder e ex-deputado do CDS foi o nome escolhido para liderar a Assembleia Municipal – conforme noticiaram este sábado os jornais Expresso e Sol – deixando de lado António Capucho, que foi secretário-geral do PSD, e que era a escolha de Marco Almeida. Segundo Miguel Pinto Luz, líder da distrital de Lisboa do PSD, “Marco Almeida está no processo de decisão como cabeça de lista [à câmara] e nada será decidido sem a sua concordância”.

Quanto ao papel que António Capucho terá na candidatura ainda não está definido. Mas não será de exclusão. Marco Almeida afirmou ao PÚBLICO que "não há soluções encontradas que não tenham o conhecimento e a concordância do doutor António Capucho". O antigo dirigente do PSD "foi generoso comigo em 2013 quando se envolveu na minha candidatura, continuou a ser generoso ao liderar o grupo de deputados municipais do movimento nos últimos três anos e continua a estar disponível para aquilo que for melhor para esta candidatura", sublinhou o candidato.  

Para João Gonçalves Pereira, que lidera a distrital do CDS de Lisboa, “quando há um quadro de coligação entre os dois partidos em regra o candidato à Câmara é indicado pelo PSD e o da Assembleia Municipal pelo CDS, ou vice-versa. Nesse quadro, o nome de José Ribeiro e Castro é natural no concelho de Sintra”.

Líder do CDS entre 2005 e 2007, José Ribeiro e Castro deixou o Parlamento em 2015, no final da legislatura anterior, e já foi presidente da Assembleia Municipal de Sintra, no tempo em que foi presidida por Fernando Seara. O democrata-cristão virá a integrar uma candidatura PSD/CDS que tentará conquistar a câmara a Basílio Horta, que foi fundador e dirigente do CDS, e que venceu as eleições em 2013 como candidato pelo PS.

Este entendimento entre o PSD e o CDS, a nível distrital, surge dias depois de Miguel Pinto Luz ter avocado o processo da candidatura a Sintra, na sequência de uma decisão da concelhia. Esta estrutura aprovou por unanimidade o nome do ex-deputado António Rodrigues como candidato do PSD à Assembleia Municipal. Só que, caso a aliança entre o PSD e o CDS, se venha a concretizar essa decisão não terá efeito.

O caso de Sintra tem, aliás, contornos pouco convencionais. Marco Almeida foi rejeitado pelo PSD em 2013 para ser o candidato do partido à câmara. Acabou por concorrer como independente e foi eleito vereador. Como consequência foi expulso (assim como António Capucho, por ter apoiado a sua candidatura). Agora, será apoiado pelo PSD como independente, numa decisão que já foi validada pela comissão política de Passos Coelho. Já António Capucho, antigo presidente da câmara de Cascais, não tem a mesma abertura por parte do líder do PSD. Numa comissão política, realizada há duas, semanas, Passos Coelho quis sinalizar a sua posição, sugerindo que não faria campanha ao lado de Capucho e recordou ser eleitor em Sintra (vive em Massamá).