LPN constitui-se assistente do processo-crime associado à morte de fêmea de lince

Liga para a Protecção da Natureza (LPN) “apela à acção firme da sociedade civil e do Estado Português” na luta contra o uso ilegal de venenos

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Público/ Arquivo

O uso ilegal de venenos no controle de predadores continua a provocar a morte de exemplares de espécies protegidas em Portugal. No ano em curso já foram registados envenenamentos de águias, abutres e de um lince-ibérico fêmea no passado mês de Março no Vale do Guadiana, em Mértola. Dada a dimensão do fenómeno, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) “apela à acção firme da sociedade civil e do Estado Português” na luta contra o uso ilegal de venenos, ao mesmo tempo que decidiu “constituir-se como assistente no processo-crime”, na sequência da morte de um lince-ibérico fêmea.

O uso continuado de iscos tóxicos tem efeitos mais nefastos quando provocam a morte de espécies protegidas e ameaçadas de extinção tendo como propósito, na maioria dos caos, a defesa de espécies cinegéticas como o coelho bravo e a perdiz vermelha. A LPN  diz em comunicado que pretende colaborar com o Ministério Público “na investigação, dedução e sustentação da acusação” destacando “os riscos e dificuldades inerentes à reintrodução de uma espécie silvestre” e a “relevância” das libertações de lince-ibérico.  

A organização ambientalista advoga a intensificação das acções de vigilância e fiscalização para combater a  “violação da lei e os crimes associados ao uso ilegal de veneno”. Invariavelmente, prossegue a LPN, “as situações repetem-se sem que sejam apuradas responsabilidades, perpetuando-se a impunidade e a falta de soluções eficazes para combater esta ameaça à conservação da natureza”. A utilização de produtos tóxicos como veneno, tanto para eliminar animais silvestres como domésticos, “é ilegal, não selectiva e representa uma grave ameaça à saúde pública e à biodiversidade” acentua a organização ambientalista.  

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