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Pormenor das gabardines desenhadas por Rita Olivença
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Estas gabardinas já foram cortinas de banho Ikea

Rita Olivença pegou em cortinas de banho e deu-lhes uma segunda vida. Dia 10 de Maio a designer de moda mostra como se faz esta e outras peças num “workshop” nas Caldas da Rainha

Queria fazer um objecto “giro e barato” e lá fora devia estar um “dia de chuva”. Rita Olivença recorda assim o momento em que as suas gabardinas feitas com material de cortinas de banho do Ikea surgiram na sua cabeça: “Era só um exercício, uma brincadeira.”

O resultado mostrou-se, no entanto, “perfeitamente usável” e, quase quatro anos depois da ideia inicial, Rita decidiu recuperar o projecto: num “workshop” de “hacking” da Associação DAR (Design Advenced Resources Association), da qual é co-fundadora, vai mostrar como se faz esta e outras peças.

A ideia inicial não foi sequer comercializada: “Lembrei-me das cortinas de banho por acaso. E do Ikea por ser barato. Conseguia comprar bastante material a um preço acessível”, recorda.

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Rita (ao centro) na Associação DAR DR

As gabardinas, de modelo feminino, foram partilhadas apenas com amigos (e usadas pela própria criadora), com o processo de produção totalmente a cargo da designer de moda de 31 anos, que fez a primeira peça em apenas um dia: “Pensei na ideia, sentei-me, desenhei e costurei.”

Agora, a jovem de Caldas da Rainha quer alargar a ideia — fazer também modelos masculinos e talvez de crianças — e pôr as suas criações à venda (o preço é um assunto a pensar ainda). Mas sempre numa lógica de "open design": “Neste 'workshop' vou ensinar a fazer as gabardinas. A minha intenção é que estejam à venda, mas também partilhar o processo. É uma coisa acessível e não faz sentido que seja de outra forma.”

O “workshop”, marcado para o dia 10 de Maio, tem o preço de 12 euros para quem não é sócio da Associação DAR e de oito euros para sócios, com o preço do material não incluído. 

A filosofia deste “workshop” é comum à que rege a própria DAR, que Rita fundou em 2012 com André Rocha e Sofia Martins. “A associação surgiu da união de forças de três pessoas ligadas ao design que trabalham na área e que dispõem de recursos materiais que podem partilhar porque não estão a usá-los a 100%”, contou.

O espaço nas Caldas da Rainha e o material pode ser utilizado por qualquer pessoa, mediante a apresentação de um “projecto consistente” que os fundadores apreciem.