Recolhidas 280 toneladas de resíduos das praias do concelho da Marinha Grande

A quantidade de materiais em causa requer a contratação de uma empresa para reforçar os meios para a limpeza

A Câmara da Marinha Grande recolheu cerca de 280 toneladas de resíduos do areal das praias do concelho, uma das sequências do mau tempo e da forte agitação marítima, anunciou nesta terça-feira a autarquia.

Numa nota de imprensa, o município informa que “já recolheu 279,46 toneladas de resíduos do areal das praias, no âmbito dos trabalhos de limpeza e remoção de escombros, devido aos estragos provocados pelo mau tempo e, sobretudo, pela agitação marítima”.

A Câmara garante que “está a desenvolver todos os esforços para assegurar a reposição das situações anteriores”, referindo que afectou para este trabalho, que ainda não está concluído, “um conjunto significativo de meios humanos que procedem, em primeiro lugar, à selecção manual e retirada de todo o lixo”.

“Deste modo, garante-se o seu adequado encaminhamento para a estação de valorização e tratamento de resíduos sólidos, evitando o depósito indiscriminado de detritos em aterro”, adianta a autarquia, admitindo que “esta metodologia é mais lenta, e, por isso, menos visível, mas é ambientalmente mais sustentável”.

Quanto aos resíduos remanescentes, como madeiras e canas, estão a ser recolhidos com recurso a meios mecânicos e, posteriormente, transportados para a Central de Valorização Orgânica da Valorlis.

“Dada a quantidade de materiais em causa, os serviços urbanos municipais estão a diligenciar a contratação de uma empresa, com vista ao reforço dos meios para a realização dos trabalhos de limpeza”, acrescenta a câmara.

Segundo o município, a maioria dos resíduos, quase 250 toneladas, foram retirados da praia da Vieira.

À agência Lusa, o vice-presidente do município, Paulo Vicente, afirmou que “predominantemente os resíduos no areal desta praia têm origem no rio Lis”, adiantando que nas praias de São Pedro “se encontram mais detritos do mar, como cordas, redes ou plásticos”.

“O rio Lis tem depositado bastantes detritos e continua a fazê-lo”, esclareceu Paulo Vicente, referindo que dada a quantidade de detritos ainda não foi possível concluir os trabalhos, situação também condicionada pelas condições meteorológicas e estado do mar.

O vice-presidente, eleito pelo PS, garantiu que o município vai continuar os trabalhos “até a praia estar completamente limpa”, procedendo depois à intervenção para reparar as estruturas danificadas, como passadiços e vedações.

“Neste caso, não temos capacidade para o fazer e teremos de recorrer à administração direta”, adiantou Paulo Vicente, reiterando que estes trabalhos são responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, que “não os faz”.

No início deste mês, o município fez saber que vai enviar a factura da limpeza e dos danos na orla costeira no concelho ao Governo.

“Vamos reivindicar do Governo o ressarcimento das despesas que estamos a ter com a limpeza da orla costeira, bem como dos danos que a agitação marítima tem provocado nas infra-estruturas à beira-mar”, afirmou à Lusa Paulo Vicente.