“Finalmente alguém teve coragem para quebrar o tabu!”

Leitores participam no debate sobre os filhos de militares portugueses que ficaram para trás na Guiné Bissau.

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O debate tem sido intenso, discutem-se responsabilidades colectivas e individuais. São muitos os que defendem que estes filhos devem ser portugueses. “Reconhecer-lhes a nacionalidade e quanto mais depressa melhor, para ao menos minorar as suas mágoas”, lembrando uma leitora que está em discussão uma alteração à lei da nacionalidade para reconhecer a nacionalidade aos judeus expulsos de Portugal no tempo da Inquisição. Um leitor lembra que na sequência da guerra do Vietname, todas as crianças vietnamitas que tinham traços americanos foram autorizadas a ir para os Estados Unidos.

Quanto à questão da paternidade, um leitor lembra que em Portugal a lei proíbe “filhos de pai incógnito” e que devia ser dada oportunidade a estes filhos de encontrarem os seus pais e fazerem testes de DNA que confirmem a sua paternidade, com patrocínio do Estado português.

Quanto ao papel dos militares, oscila-se entre considerá-los “culpados”, que não dão a cara para reconhecer os filhos que deixaram para trás, ou “vítimas”. Vários leitores, alguns deles ex-combatentes, lembram que é preciso não esquecer o contexto em que se vivia. “Quem não foi à guerra, não imagina o que é um jovem entre 20 e 24 anos de idade, no mato a combater sem conhecer a terra que pisava, sem apoio moral de ninguém, mais convencido de que ia morrer do que sobreviver”. Fica o apelo: “a reportagem do Público não dever cair no vazio”.

O debate continua no especial Filhos do Vento onde publicamos 24 retratos e informações de filhos que procuram seus pais. .http://publico.pt/filhos-do-vento e as reportagens em texto, vídeo e fotos de Catarina Gomes, Manuel Roberto e Ricardo Rezende: "Restos de Tuga", "Tenho sangue de português, sou português", "Nunca imaginei que um dia ouviria a voz do meu pai". Quem quiser participar pode enviar um email para filhosdovento@publico.pt


 


 

 

 
 
 

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