Mais de 200 "manobras" animam o Porto até domingo

Arranca hoje o Manobras no Porto, o programa cultural que, até domingo, promove eventos de animação gratuita no centro histórico da cidade. Serão três dias de "quotidiano expandido", um dia de "celebração" e um dia de "contemplação", explicou ontem o coordenador artístico, Anselmo Canha, na conferência de apresentação do evento.

A partir de hoje, 164 projectos culturais são apresentados nas quatro freguesias do centro histórico da cidade, São Nicolau, Vitória, Sé e Miragaia, a partir de três focos centrais: os miradouros da Vitória e da Sé e o Passeio das Virtudes. Mas a animação vai "derivar" para outros espaços secundários, como associações culturais e pequenos auditórios.

Ao todo, serão realizadas mais de 200 eventos, que começam às 7h na estação de metro da Trindade, com a acção de rua Meia de Leite Directa, "um ponto de partida para uma reflexão sobre os ritmos e o estilo de vida na cidade". A festa termina no domingo com um piquenique, às 12h, no Jardim das Virtudes.

Entre um e outro, há iniciativas como a Casa das Brincadeiras em construção, um projecto de transformação de uma escola primária desactivada num espaço aberto para a comunidade com actividades de "brincadeira e exploração", que é inaugurado oficialmente hoje às 15h.

Na área da música, o projecto Ruas do Povo, que partiu da "definição da identidade sonora do Porto", apresenta a sua "face visível" a partir de hoje, num ciclo de concertos que vão desde o jazz à música popular, com a participação dos músicos residentes no Centro Comercial Stop. Enquanto o público continua a ser "convidado para um café" com artistas em residência em cafés do Porto, através do Regime de Meia Pensão, há outros espaços da cidade que se abrem ao público. Chiara Sonzogni é responsável por Retornáveis, o projecto de ocupação temporária de dois edifícios em ruínas, onde vai haver prática de yoga ou torneios de damas e dominó. No sábado, a festa tem o seu ponto alto no mercado de rua em torno do Terreiro da Sé.

"Esta forma de pensar e agir tem futuro: tem mais do que cinco dias, tem mais do que cinco anos ou 50 anos", defende Carlos Martins, director executivo. Estes cinco dias são "apenas o início".