Mina do complexo das Sete Fontes foi destruída

A associação de defesa do património Jovem Coop denuncia que uma das minas do complexo monumental das Sete Fontes foi destruída durante as obras de construção da variante de acesso ao novo hospital de Braga. O caso já foi comunicado à Direcção Regional de Cultura do Norte, uma vez que pode estar em causa o respeito pelos condicionamentos à obra impostos por aquela entidade.

Junto da estrutura destruída, conhecida como mina das Verdosas, decorrem neste momento trabalhos de contenção para a construção do viaduto que vai permitir a ligação rodoviária ao novo hospital de Braga. A mina não está incluída no processo em curso de classificação do complexo como monumento nacional. Mas faz parte da área de protecção do monumento. O presidente da Jovem Coop, Ricardo Silva, não tem dúvidas de que a situação está relacionada com as obras da responsabilidade da Estradas de Portugal.

Foi o próprio dirigente da Jovem Coop quem detectou a situação no passado sábado, quando se deslocou ao local para continuar um trabalho de registo do património ali existente que tinha começado quatro dias antes. Encontrou a mina destruída, com várias pedras amontoadas em volta do seu habitual curso. Ricardo Silva admite que a estrutura possa apenas ter sido desmontada para ser posteriormente reconstruída, mas, mesmo que seja o caso, contesta a solução. "O que foi feito amputa a história das Sete Fontes", sustenta. "Todo este processo foi demasiado célere e não sabemos se o património foi devidamente salvaguardado", sublinha o líder da Jovem Coop.

A associação já comunicou o caso à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que o PÚBLICO tentou ouvir. Estes organismos tinham imposto vários condicionamentos à construção da variante de acesso ao hospital de Braga, uma vez que esta atravessa a zona de protecção das Sete Fontes, um complexo de abastecimento de água do século XVII. S.S.