Casas abrigo para violência doméstica estão sem vagas

A responsável pelo Centro de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência da UMAR, no Porto, garante que o número de casos "aumentou de forma significativa" nos últimos dois meses, tendo havido "dificuldades" para encontrar vagas em casas abrigo. Ilda Afonso atribuiu este aumento de denúncias ao facto de vivermos um período de férias, em que o agressor passa mais tempo em casa, como também ao elevado número de notícias sobre homicídios de mulheres.

Pela primeira vez desde que abriu, há cerca de um ano, este centro de atendimento do distrito do Porto confrontou-se com "o caso de uma mulher a necessitar de acolhimento e não conseguiu vagas em nenhuma das 36 casas de acolhimento espalhadas pelo país. Segundo Ilda Afonso, além das denúncias, este mês chegaram também vários pedidos de outras instituições de solidariedade social a solicitar acolhimento para mulheres. Apesar da dificuldade em encontrar vagas em casas abrigo, a responsávelda UMAR considerou que as que actualmente existem são suficientes, referindo que "o que falta são respostas intermédias e imediatas". Lusa