Apito Dourado

Valentim Loureiro e filho absolvidos no caso Boavista-Estrela

Valentim e João Loureiro têm motivos para sorrir
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Valentim e João Loureiro têm motivos para sorrir Foto: Paulo Ricca (arquivo)

Os Juízos Criminais do Porto absolveram esta terça-feira Valentim Loureiro e o seu filho João Loureiro no processo do Apito Dourado relativo ao jogo Boavista-Estrela de Amadora de 03 de Abril de 2004.

Também os co-arguidos Jacinto Paixão (árbitro), José Alves (observador) e Pinto Correia (responsável pela arbitragem) foram absolvidos pela juíza Maria Cristina Brás. A magistrada considerou que o Ministério Público deduziu uma acusação apoiado em suposições. Trata-se do único caso que chegou a julgamento de entre as 17 certidões extraídas do processo Apito Dourado de Gondomar visando directamente Valentim Loureiro.

Outra certidão que implicava igualmente o antigo presidente do Boavista e antigo dirigente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, relacionada com um jogo entre a Naval 1.º de Maio e o Desportivo de Chaves, encontra-se no Tribunal da Figueira da Foz em fase de instrução. As restantes acabaram arquivadas pelo próprio Ministério Público.

O caso Boavista-Estrela foi a julgamento depois de o Tribunal Constitucional ter rejeitado um recurso de Valentim Loureiro que apontava uma alegada falha no despacho de pronúncia do Tribunal de Instrução Criminal do Porto. No jogo que deu azo a este processo, da época 2003/2004, o Boavista perdeu por 0-1 com o Estrela da Amadora.

Mesmo assim, a investigação avançou porque a Polícia Judiciária escutou conversas telefónicas alegadamente indiciadoras do propósito de favorecer o clube do Bessa. As escutas relativas a este caso revelariam que João Loureiro falou com um vogal da comissão de arbitragem sobre os árbitros auxiliares para o jogo do Boavista. E, depois do jogo, Jacinto Paixão terá dito a Valentim Loureiro que “não podia fazer mais”.

A acusação do processo foi deduzida em 12 de Março de 2007, sendo a primeira proferida pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado, liderada pela procuradora geral adjunta Maria José Morgado.

O processo Apito Dourado relaciona-se com suspeitas de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.