Declarações de Jaap de Hoop Scheffer em Tbilissi

Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança

As declarações de Jaap de Hoop Scheffer acontecem um dia depois do Conselho NATO-Geórgia
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As declarações de Jaap de Hoop Scheffer acontecem um dia depois do Conselho NATO-Geórgia Thierry Roge/Reuters

O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, afirmou hoje que o caminho da Aliança Atlântica está “aberto” para a Geórgia e que a NATO “não aceitará que esses laços sejam quebrados por outros países” durante uma visita de dois dias ao país.

"O processo de alargamento da NATO vai continuar”, confirmou Hoop Scheffer diante dos estudantes da universidade de Tbilissi, um dia depois do Conselho NATO-Geórgia, na capital georgiana.

“A via da NATO permanece aberta para a Geórgia. Não aceitaremos que esses laços sejam quebrados por países exteriores”, aludindo à Rússia, que se digladiou com a Geórgia em Agosto último por causa da Ossétia do Sul e que se opõe ferozmente à entrada de Tbilissi na Aliança.

"Não posso dizer que a situação facilitou as coisas (mas) nós não nos vamos deixar impressionar pelo modo como a Rússia reconheceu as regiões" separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

Jaap de Hoop Scheffer acrescentou, porém, que "punir a Rússia" não é a solução, após a intervenção armada de Moscovo em resposta à operação militar georgiana na região separatista da Ossétia. "Punir a Rússia não é uma via de futuro. A via é ajudar a Geórgia", afirmou.

Admitindo que não pode prever a decisão dos 26 países membros da NATO durante a próxima cimeira, prevista para Dezembro, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros, o secretário-geral da Aliança sublinhou, porém, a "importante decisão" tomada sobre a Geórgia na última cimeira da NATO, em Bucareste, em Abril. Nessa reunião, a Aliança abriu a porta a uma adesão futura da Geórgia e da Ucrânia. Mas a Alemanha, a França e a Bélgica, que se opõem a que a Geórgia aceda ao "plano de adesão", que lhe daria o estatuto formal de país candidato, não mudaram de opinião depois do conflito de Agosto.