Primeiros cinco militares da GNR partiram para nova força militarizada europeia na Bósnia-Herzegovina

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Nos primeiros seis meses, os militares portugueses assegurarão a chefia de toda a área administrativa e logística Martim Ramos/PÚBLICO (arquivo)

Os primeiros cinco elementos da GNR que vão integrar a missão da nova força militarizada europeia na Bósnia-Herzegovina, a Eurogendfor, partiram às 12h00 de hoje para aquele país.

A Eurogendfor, cujo protocolo de formação foi assinado pelos países fundadores em 18 de Outubro de 2007, em Velsen, na Holanda, é um projecto conjunto de Portugal, França, Holanda, Itália e Espanha.

Esta nova força policial europeia é constituída por cerca de 700 elementos de polícias militarizadas como a GNR e foi criada como o objectivo de dotar a União Europeia (UE) de um novo instrumento de resposta em cenários de crise e em ambientes não estabilizados e de risco acrescido.

Os cinco militares portugueses - dois oficiais e três sargentos - destacados vão participar na operação militar da UE na Bósnia-Herzegovina (Althea) e exercer funções nas "áreas mais relevantes no quartel-general da unidade Integrada de Polícia ao nível de operações, informações logística, pessoal e finanças", indica um comunicado da GNR.

Nos primeiros seis meses, os militares portugueses assegurarão a chefia de toda a área administrativa e logística, seguindo-se, no semestre seguinte, a chefia de toda a área operacional.

Em data ainda a anunciar juntar-se-ão a esta missão, de acordo com a mesma polícia, "um pelotão de Ordem Pública, uma equipa de Investigação Criminal da GNR e um oficial da Guarda, que no primeiro período chefiará a unidade conjunta de investigação criminal".

De acordo com a GNR, esta força militarizada europeia vai permitir acabar com a carência da UE em matéria de resposta policial a crises devido à capacidade de rápida projecção de uma força até 800 militares para qualquer parte do globo no prazo de trinta dias e com possibilidade de reforço até 2300.

A possibilidade de actuação sob diferentes cadeias de comando (civil ou militar) e a capacidade de garantir uma eficiente resposta às actividades criminais, particularmente no âmbito do crime organizado, são outras das mais valias da Eurogendform, segundo a GNR.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse em Outubro que a partida de outras três dezenas de militares portugueses para a Bósnia-Herzegovina estava para "muito em breve". De acordo com o governante, Portugal vai disponibilizar ao todo 181 elementos da GNR para integrarem a nova força policial conjunta, sendo o segundo país a contribuir com mais efectivos, a seguir à Itália.

Porém, os militares destacados para a Eurogenfor permanecerão em Portugal nas suas funções habituais na Guarda, só sendo destacados para a força internacional europeia em caso de necessidade.

Os elementos da GNR ficarão distribuídos por uma unidade Integrada de polícia e serão oriundos de diversas especialidades: operações especiais, investigação criminal, inactivação de engenhos explosivos e cinotécnia (cães).

Com uma presidência rotativa, a Eurogendfor será presidida em 2008 por Portugal, que se segue à Itália, mas o comando será sempre italiano.

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