Quercus reclama metro de superfície entre Aveiro, Ílhavo e Águeda

Efluentes da ria, tratamento mecânico e biológico de resíduos e sublanço do IC1 entre Angeja e Estarreja entre as preocupações dos ambientalistas

A Quercus quer que 2006 seja o ano de arranque do projecto para instalação de um metropolitano de superfície que ligue os municípios de Aveiro, Ílhavo e Águeda. A associação ambientalista aplaude a medida, que está inscrita no plano de intenções da Câmara de Aveiro, e subscreve a iniciativa na lista dos "cinco maiores desejos ambientais" que elege para a região, no ano que acaba de começar. O tratamento mecânico e biológico de resíduos urbanos e o tratamento de efluentes na ria de Aveiro são também matérias incluídas entre as ambições delineadas pelos ambientalistas.Para Fernando Leão, do Núcleo de Aveiro da Quercus, "todos os desejos" ambientais avançados para 2006 "são muito importantes". No entanto, o ambientalista reconhece que o sector da mobilidade "é particularmente importante, em termos da poluição sonora e atmosférica" que envolve. É perante esta preocupação que a associação apela ao lançamento do projecto do metro de superfície entre Aveiro, Ílhavo e Águeda. "O metro foi falado há alguns anos, entretanto caiu no esquecimento e agora o novo executivo da Câmara de Aveiro volta a falar nele, embora não especifique os moldes ou os prazos em que poderá acontecer", introduz Leão.
"Desejamos bastante um metropolitano de superfície que seja competitivo com os transportes rodoviários", continua este responsável, acrescentando: "A nossa convicção é que os serviços de metro são muito utilizados, por se tratar de um meio rápido, barato e cómodo". Fernando Leão admite que o projecto "é ambicioso", mas lembra que "entre Aveiro e Águeda existe a Linha do Vouga, que funciona mal mas pode ser aproveitada". "A parte mais complicada será a que diz respeito ao percurso entre Aveiro e Ílhavo, que é curto mas muito congestionado em termos rodoviários".
Para além do metro de superfície, a vontade da Quercus passa ainda pelo potenciar do sistema de tratamento de águas residuais que chegam à ria de Aveiro. "Não há ligação do sistema em baixa com o sistema em alta, por parte de alguns municípios e, por outro lado, é preciso que haja uma expansão de todo o sistema", defende Leão, pedindo igualmente que "o tratamento mecânico e biológico de resíduos urbanos seja implementado o mais rapidamente possível". É neste sentido que a Quercus apela à construção de uma rede de instalações para este tipo de tratamento, fazendo aumentar a taxa de reciclagem e conseguindo uma redução da quantidade de resíduos enviada para aterro e incineração.
A lista de desejos ambientais para 2006 inclui ainda o sublanço do IC1 entre Angeja e Estarreja, que os ambientalistas não queriam ver construído a poente da linha de caminho-de-ferro. "Idealmente, gostaríamos que houvesse uma ampliação da auto-estrada do Norte nesta zona, mas será construído a nascente, vamos ver como funciona", comenta o responsável, apelando também a uma "acção concertada", por parte das autoridades ambientais, para a erradicação dos jacintos-d"água que invadem as águas doces da envolvente à ria de Aveiro, como é o caso da pateira de Fermentelos.