Simulações de IRS: rendimento mensal é superior em 2013 para quem receber duodécimos

Vítor Gaspar, ministro das Finanças Nuno Ferreira Santos

As simulações divulgadas pelo Ministério das Finanças sobre as retenções na fonte de IRS para 2013 dão sempre como resultado final um maior rendimento mensal para o contribuinte face ao que recebiam em 2012.

Numa nota enviada às redacções, as Finanças garantem que "não obstante a alteração verificada nas tabelas de retenção na fonte para o ano de 2013, estima-se que cerca de 80% dos sujeitos passivos que venham a receber o subsídio de Natal em duodécimos durante o ano de 2013 irão manter ou aumentar o seu rendimento mensal líquido".

Quando apresentou as medidas fiscais previstas no Orçamento do Estado para 2013, o ministro Vítor Gaspar classificou-as como um "enorme aumento" dos impostos, tendo adiantado que a taxa média efectiva de IRS deveria passar de 9,8% para 13,2%, um aumento superior a 30%.

Os seis exemplos dados pelo Ministério das Finanças, numa nota enviada às redacções, dão todos um ganho líquido mensal para os contribuintes.


Exemplo 1: Trabalhador do sector privado, solteiro e sem filhos

No primeiro exemplo, as Finanças escolhem um trabalhador dependente do sector privado, solteiro e sem filhos com um rendimento bruto mensal de 1000 euros.

Este contribuinte, segundo as Finanças, tem de deduções à colecta 3740 euros de encargos com imóveis e 350 euros de despesas de saúde.

Contas feitas, e considerando as taxas de retenção na fonte, a sobretaxa de IRS e os descontos para a Segurança Social, este contribuinte verá a sua retenção na fonte aumentar em 4,4%, ou 44 euros. No entanto, com o pagamento do duodécimo correspondente a metade dos subsídios, o seu rendimento líquido aumentará em 18 euros.

Nestas situações o contribuinte apenas receberá, nos períodos respectivos, 50% do subsídio de férias e de Natal, uma vez que já terá recebido a outra metade em duodécimos.


Exemplo 2: Trabalhador do sector privado, casado, único titular e com um filho

No segundo exemplo apresentado está-se perante um contribuinte com um rendimento bruto mensal de 1750 euros que apresenta encargos com imóveis de 3400 euros, 1000 euros de despesas com saúde e 450 euros de despesas com educação.

Contas feitas, e considerando as taxas de retenção na fonte, a sobretaxa de IRS e os descontos para a Segurança Social, este contribuinte verá a sua retenção na fonte aumentar em 3,7%, ou 64 euros. No entanto, com o pagamento do duodécimo correspondente a metade dos subsídios, o seu rendimento líquido aumentará em 43 euros.

Também nesta situação o contribuinte apenas receberá, nos períodos respectivos, 50% do subsídio de férias e de Natal, uma vez que já terá recebido a outra metade em duodécimos.


Exemplo 3: Trabalhador do sector privado, casado, dois titulares e com dois filhos

O terceiro exemplo das Finanças continua a ser do sector privado e com um casal em que cada um recebe um salário bruto mensal de 1200 euros. Este agregado apresenta ainda 4728 euros de encargos com imóveis, 1200 euros de despesas de saúde e 900 euros de despesas de educação.

Segundo os cálculos do Ministério das Finanças e da Administração Tributária, e considerando as taxas de retenção na fonte, a sobretaxa de IRS e os descontos para a Segurança Social, cada um destes contribuintes verá a sua retenção na fonte aumentar em 4,7%, ou 56 euros. No entanto, com o pagamento do duodécimo correspondente a metade dos subsídios, o seu rendimento líquido aumentará em 17 euros.

Também nesta situação estes contribuintes apenas receberiam, nos períodos respectivos, 50% do subsídio de férias e de Natal, uma vez que já teriam recebido a outra metade em duodécimos.


Exemplo 4: Trabalhador do sector público, casado, único titular e com um filho

O quarto exemplo das Finanças é o de um casal em que apenas um dos cônjuges aufere rendimentos, recebendo um salário bruto de 1750 euros mensais. Este agregado apresenta ainda 3400 euros de encargos com imóveis, 1000 euros de despesas de saúde e 450 euros de despesas de educação.

Contas feitas, e considerando as taxas de retenção na fonte, a sobretaxa de IRS e os descontos para a Segurança Social, este contribuinte verá a sua retenção na fonte aumentar em 5,2%, ou 91 euros. No entanto, com o pagamento do duodécimo correspondente ao subsídio de Natal, o seu rendimento líquido aumentará em 18 euros.

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