Agricultura

Bruxelas confirma pedido de Portugal para discutir a seca

Assunção Cristas, ministra da Agricultura, vai a Angola segunda-feira Foto: Pedro Cunha

Falta de chuva na Península Ibérica é um dos pontos em agenda na reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia na próxima terça-feira.

A presidência do Conselho da União Europeia confirmou esta sexta-feira que, a pedido de Portugal, a situação de seca na Península Ibérica é um dos pontos em agenda na reunião dos ministros da Agricultura, marcada para a próxima terça-feira.

De acordo com a Lusa, que cita a presidência dinamarquesa da UE, as delegações portuguesa e espanhola vão informar os ministros sobre os prejuízos provocados pela falta de chuva e tencionam avançar com um pedido de adiantamento dos pagamentos de ajudas directas, a autorização para medidas de compensação aos agricultores e um pedido de flexibilização nas condições do regime de prémios para vacas em aleitamento.

O conselho aponta que a seca, “a pior desde há muitos anos nesta área (Península Ibérica), tem um impacto directo na agricultura e no sector da silvicultura”, sendo que em Portugal “foi necessário usar irrigação no sector hortícola, com os inerentes custos acrescidos de produção”.

O conselho de ministros de Agricultura e Pescas decorre entre segunda e terça-feira em Bruxelas. Portugal estará representado pelo secretário de Estado José Diogo Albuquerque, já que a ministra, Assunção Cristas, inicia na segunda-feira uma visita a Angola.

Ontem, o Governo aprovou um pacote de dez iniciativas que, no total, valem 90 milhões de euros (50 milhões dos quais relativos a uma linha de crédito). Além de uma redução dos pagamentos à Segurança Social, está prevista a antecipação do reembolso do IVA de 50 para 30 dias e a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros. Além disso, os produtores pecuários terão ajudas directas. Prevista está também a redução de custos de produção.

A primeira quinzena de Março agravou o quadro de seca em Portugal Continental e a falta de chuva fez subir de 32% para 53% o território em seca “extrema".

Os restantes 47% do território estão em seca “severa”, acrescenta nesta sexta-feira o Observatório de Secas do Instituto de Meteorologia, numa nota de imprensa, com dados referentes a 15 de Março. O balanço anterior, conhecido a 1 de Março, era de 68% em seca “severa” e 32% em seca “extrema”.

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