Ilha do Pico

Projeto de Literacia para os Media chega agora a professores de cinco ilhas dos Açores

Oficina de formação posta em prática pelo Sindicato dos Jornalistas a 8 de fevereiro. Participam 21 docentes do arquipélago. A nível nacional, serão duas centenas, até ao final do ano letivo.

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A ilha do Pico foi a escolhida para a estreia desta formação de professores no arquipélago dos Açores Manuel Roberto / Publico

É na ilha do Pico, na Escola Secundária e Básica da Madalena, que ao longo de três sábados vai decorrer uma formação de 21 professores na área da literacia mediática, dando assim continuidade a um projeto-piloto, parceria entre o Sindicato dos Jornalistas e o Ministério da Educação, que no ano passado envolveu 100 docentes de escolas e agrupamentos das cinco áreas educativas de Portugal continental. O plano para este ano é alcançar o dobro.

A oficina de formação “Literacia dos Media e Jornalismo: práticas pedagógicas com os media e acerca dos media” tem a duração de 20 horas (12 práticas e oito teóricas), repartidas pelos dias 8 de fevereiro, 29 de fevereiro e 21 de março. Nela participam professores de cinco ilhas açorianas (Pico, Faial, Flores, São Miguel e Terceira), informa o Sindicato dos Jornalistas, no seu site.

O modelo não difere do que foi aplicado nas ações anteriores, nas quais participaram professores bibliotecários e/ou com projetos de media, do 3.º ciclo do ensino básico e do secundário, de 40 agrupamentos. Esta formação conta para efeitos de progressão na carreira docente.

Em 2019, as oficinas de formação foram repartidas por cinco sessões que decorreram no Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto; na Escola Secundária Afonso Portela, em Águeda; no Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, nos Olivais (Lisboa); no Agrupamento de Escolas n.º 2 de Évora, Escola Secundária Gabriel Pereira; e no Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro.

 “Disponibilizar aos professores metodologias, recursos e ferramentas que poderão usar em atividades de Literacia dos Media, a desenvolver com os alunos” é o que se pretende, bem como “envolver os jornalistas na formação de professores e alunos sobre os desafios que hoje se colocam à importante função de mediar e escrutinar a realidade”, resume o sindicato.

Temas “adequados às necessidades"

Os assuntos a abordar incluem, entre outros, os géneros jornalísticos, a desinformação e a leitura e consumo de notícias na atualidade. Os temas escolhidos “foram considerados adequados às necessidades específicas de cada agrupamento escolar, procurando responder às preocupações identificadas pelos próprios professores” — explicam os promotores num resumo divulgado, em setembro do ano passado, num encontro de literacia para os media e jornalismo que teve lugar em Lisboa.

As equipas de formadores são compostas por jornalistas e investigadores ligados à área, devidamente credenciados. Desta vez, percorrerão uma área mais vasta, conforme adiantara em dezembro a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Sofia Branco: haverá ações nos Açores e na Madeira, em Braga, Bragança, Covilhã, Figueira da Foz, Santarém, Lisboa, Cascais, Setúbal, Sines e Lagos.