Governo tem de gastar 200 milhões para assegurar um administrador na Galp
O essencial: O Governo português admite não querer perder o controlo sobre a refinaria de Sines, mas o Estado detém apenas 8,4% da Galp e não tem qualquer representante no conselho de administração.
Porque importa: Sem assento na administração, o Estado não tem poder formal para influenciar decisões estratégicas sobre a única refinaria do país.
O contexto: A Parpública precisa de pelo menos 10% do capital para garantir presença no conselho — um investimento superior a 230 milhões de euros. O negócio entre a Galp e a espanhola Moeve, que teria transferido o controlo de Sines, acabou por cair no início desta semana.
Entrelinhas: A gestão da Galp mantém a intenção de procurar parceiros para as áreas de refinação e postos de combustível, pelo que o risco de perda de controlo sobre Sines permanece em aberto.
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