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Nuno Ferreira Santos

“Muito preocupado”, Seguro sem pressa para tomar posição sobre a carga policial

António José Seguro enfrenta a primeira grande crise do seu mandato, sete meses após tomar posse, pressionado a pronunciar-se sobre as cargas policiais em Lisboa e no Porto durante manifestações recentes. Membros da sua Comissão de Honra — entre os quais Susana Peralta, Pedro Abrunhosa, Válter Hugo Mãe e Tiago Rodrigues — apelaram publicamente ao Presidente para quebrar o silêncio, alertando que este "não acalma a violência". As cargas provocaram 33 feridos e dezenas de detidos.

Em Belém, o Presidente está "atento" e "muito preocupado", expressões que, na tradição presidencial portuguesa, significam contenção e ausência de tomada de posição imediata. Segundo o PÚBLICO, é improvável que condene a actuação policial nos termos exigidos pelos seus apoiantes.

A eurodeputada socialista Ana Catarina Mendes criticou o silêncio de Seguro, invocando a postura de Mário Soares e Jorge Sampaio em situações semelhantes. Pedro Nuno Santos classificou as cargas como "um atentado ao Estado de Direito". Seguro recebe os partidos na quinta-feira para debater habitação e coesão social. O Conselho de Estado sobre o mesmo tema está agendado para 2 de Novembro.

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