Maia quer pôr todos os munícipes a separar restos de comida. “No calor, é horrível”
A Maiambiente, empresa municipal da Maia, vai alargar a recolha de biorresíduos porta-a-porta a mais de 25 mil habitações, com o objectivo de cobrir todo o concelho até ao primeiro trimestre de 2027. Actualmente, o serviço abrange cerca de 55% do município.
A expansão inclui a distribuição de contentores castanhos, cestos de cozinha e sacos biocompostáveis, acompanhada de uma campanha de sensibilização. Cerca de 70% dos clientes já pagam os resíduos segundo um modelo de facturação por quantidade produzida.
No terreno, a adesão é desigual. Enquanto alguns moradores separam os restos alimentares com regularidade, outros recusam por causa dos maus cheiros, das larvas e da falta de espaço em casa. A empresa reconhece que a taxa de adesão fica aquém do desejado.
Em Portugal continental, apenas 19% dos alojamentos tinham acesso à deposição seletiva de biorresíduos em 2025, muito abaixo das metas europeias. O país tem de reduzir a deposição em aterro para 10% até 2035 e aumentar a reciclagem para 65% nesse mesmo ano, sob pena de coimas de Bruxelas.
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