Macron fala em “raiva e vergonha” e promete ser “inflexível” após violência de sábado
Emmanuel Macron dirigiu-se ontem à noite aos franceses após uma noite de violência intensa que marcou os protestos de sábado em várias cidades do país.
O Presidente prometeu ser "inflexível" com os autores dos distúrbios e anunciou medidas concretas: as câmaras poderão proibir ajuntamentos, será criada uma célula de crise para apoiar os comerciantes lesados e o ministro do Interior, Laurent Nuñez, ficou encarregado de apurar falhas nos serviços de informações.
Os protestos, motivados pelo aumento do custo de vida e pelas condições nas escolas, reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas em todo o país. Resultaram em 2397 detenções e pelo menos 997 feridos entre forças de segurança. Em Paris, registou-se um número recorde de 855 detenções.
Macron distinguiu os manifestantes pacíficos dos "agitadores de ultra-esquerda" e delinquentes que, segundo o Presidente, incendiaram câmaras municipais, saquearam estabelecimentos e destruíram edifícios públicos.
A presidente da Assembleia Nacional propôs a criação de uma comissão de inquérito sobre os distúrbios. A seis meses das presidenciais, o chefe de Estado pediu que o debate político decorra em paz.
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