Depois da violência, o novo protesto no Porto pede “menos bastão e mais habitação”
A Praça D. João I, no Porto, voltou ontem a ser palco de protestos pelo direito à habitação, um dia após uma carga policial que provocou 37 feridos entre os manifestantes acampados.
A resposta foi uma concentração muito maior: onde na véspera havia centenas, passaram a estar milhares, incluindo população mais velha. Foram distribuídos panfletos com instruções para reagir ao gás lacrimogéneo, e os cartazes passaram a incluir críticas directas à violência policial e ao presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.
A operação policial da madrugada anterior, que decorreu por volta das três horas, foi desencadeada após Pedro Duarte ter avisado que seria "implacável" com as tendas instaladas na praça. A PSP justificou o uso de força com a resistência dos manifestantes. Já o primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu as forças de segurança e pediu aos manifestantes que "não fossem egoístas".
A equipa jurídica de apoio ao movimento denunciou que os agentes não estavam identificados durante a operação, o que considera uma violação legal. Foi já apresentada uma queixa junto do Ministério Público e da IGAI.
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