Energia: Medidas de Bruxelas “não reflectem a urgência” da crise dos preços
Os líderes europeus reuniram-se em Conselho Europeu sem propostas concretas para travar a subida dos preços dos combustíveis, num debate marcado pela pressão sobre a Comissão Europeia para ir além das medidas já anunciadas por Ursula von der Leyen.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, deu o mote ao exigir maior flexibilidade orçamental e a activação da cláusula de escape do Pacto de Estabilidade, à semelhança do que sucedeu durante a pandemia. A italiana Giorgia Meloni subscreveu o apelo. A Comissão resiste, defendendo apoios dirigidos e não subsídios generalizados.
Luís Montenegro, à entrada da reunião, criticou o mecanismo de formação do preço do petróleo, herdado dos anos 70, e a sua componente especulativa, apelando ainda à resolução diplomática do conflito no Médio Oriente e à liberdade de navegação no estreito de Ormuz.
Perante a pressão, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, mandou reescrever as conclusões, exigindo medidas que vão além do já proposto. Em paralelo, as negociações sobre o orçamento da UE para 2028-2034 avançaram com divisões profundas, embora Costa mantenha como meta um acordo político até Dezembro.
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